terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
A Madeira
INTRODUÇÃO
Desde o aparecimento do homem sobre a terra até aos nossos dias, a técnica e a arte de trabalhar a madeira tem evoluído desde o processo manual e primitivo, até à vasta e engenhosa indústria moderna.
A madeira esteve sempre ao alcance do homem desde os tempos mais antigos.
Foi um dos primeiros materiais utilizados pelo homem; para sua defesa (como arma ou fazendo parte dela) para se aquecer, cozinhar, para a iluminação, nos primeiros abrigos, nas primeiras jangadas e barcos...
A evolução traz novos materiais, mas a madeira e seus derivados continuam a ser muito usados.
O trabalho que vou realizar tem como tema “a madeira”. Nele vou fazer uma abordagem à origem e tipos de madeira, com se faz a sua extracção e quais as suas propriedades. Vou ainda falar nas técnicas de transformação da madeira, os instrumentos utilizados e as suas aplicações.
A madeira é em grande parte responsável pelo avanço da Civilização, sobretudo, porque é através dela que se obtém o papel.
A MADEIRA
1. Origem
A madeira é uma matéria sólida e dura, derivada das árvores, conhecida e utilizada desde a pré-história. Grandes extensões de terra cobertas de árvores constituem as florestas, que fornecem a madeira necessárias à indústria. É um excelente material de construção.
As árvores que fornecem a madeira dividem-se em dois grandes grupos:
Resinosas ou coníferas - possuem resina e os frutos são em forma de cone ou pinha e geralmente a sua folhagem é persistente.
Folhosas ou de folha caduca – perdem a folhagem periodicamente.
2. Tipos de madeira
Pinho – tem cor amarelo-clara, é moderadamente dura e pesada, é fácil de trabalhar e aplica-se na fabricação de mobiliário, construção civil, fabrico de aglomerados e carpintaria.
Carvalho – tem cor acastanhada, é dura e moderadamente pesada, é fácil de trabalhar e muito durável. É utilizada na marcenaria, tanoaria e fabrico de tacos.
Eucalipto – de cor clara ou castanho rosado, é dura e pesada, fácil de trabalhar mas empena e fende facilmente. É utilizada no fabrico da pasta de papel, marcenaria e construção civil.
Castanho – de cor castanho-clara, é dura e leve, muito durável e fácil de trabalhar. Utiliza-se na marcenaria, carpintaria, tanoaria e construção civil.
Plátano – de cor clara, é moderadamente dura e pesada, é fácil de trabalhar, apresenta boa apresentação no âmbito da decoração, mas empena quando não está bem seca. É utilizada na marcenaria.
Faia – é clara ou castanho rosada, é dura e moderadamente pesada, tem boa conservação. Utiliza-se em revestimentos interiores, material de escritório e mobiliário.
Sobreiro – de cor avermelhada, é muito dura e pesada, tem tendência para fender e aplica-se na marcenaria, carpintaria e construção civil.
Além das madeiras apresentadas existem outras de origem estrangeira, tais como: Mogno, câmbala, mussibi, sucupira e tola branca, pau-rosa, pau-preto, teca, pau-santo, etc.
3. Extracção
Ao analisarmos o interior da árvore verificamos que é formada pelo cerne, borne e casca, no centro há a medula, pequena coroa central também chamada madeira primária. No corte transversal também verificamos os anéis de crescimento.
O corte do tronco das árvores é feito aproveitando o seu interior de forma a responder aos vários fins a que ela se destina, tábuas, ripas ou barrotes.
O corte das árvores pode ser feito manual ou mecanicamente.
No abate mecânico é usada a moto-serra. Esta máquina é portátil e muito utilizada, pode cortar com facilidade e rapidez troncos com mais de um metro de diâmetro.
4. Transporte
A melhor solução para o transporte de elevadas toneladas de madeira é o caminho-de-ferro.
Com material exclusivamente afecto a este tipo de transporte a CP Carga reúne todas as condições para fazer chegar a sua mercadoria ao destino indicado de forma segura.
Brevemente está previsto o início de um novo serviço de transporte de madeira entre o Porto de Setúbal e Louriçal / fábrica da Soporcel. Haverão dois comboios diários em cada direcção: - um deles será com Locomotivas 1960 (Bombardier) entre Louriçal e Poceirão e Poceirão e Louriçal.O outro serviço é feito ida e volta com locomotivas da série 5600, directamente entre Louriçal e Praias-Sado.
Os dois comboios serão composições com locomotivas mais 18 vagões.
5. Propriedades da madeira
As propriedades da madeira dividem-se em físicas, mecânicas e químicas.
Propriedades físicas:
Cor – as madeiras apresentam as mais variadas cores. Ex: pinho – amarelo claro
Cheiro – as madeiras podem apresentar um cheiro ou perfume característico. Ex: pau-rosa.
Grau de humidade – a madeira contém uma percentagem de água que se chama grau ou teor de humidade. Conforme diminui o teor de humidade, também diminuem as suas dimensões.
Densidade – As madeiras classificam-se de acordo com a sua densidade, em:
- pesadas (pau-ferro e ébano)
- leves (acácia)
- muito leves (choupo e tília).
Peso específico – chama-se peso específico de uma substância ao peso da unidade de volume dessa substância.
Durabilidade – resistência que as madeiras apresentam à acção dos organismos destruidores (fungos, bolores, insectos). A durabilidade das madeiras depende do tratamento a que forem sujeitas, do grau de humidade e da aplicação adequada. Ex: o castanho e o carvalho são madeiras muito duráveis.
Propriedades mecânicas:
Dureza – é a resistência que a madeira oferece à penetração de um prego ou outros materiais. Ex: - muito duras: ébano e buxo.
- duras: carvalho e freixo
- macias: pinho e choupo
- muito macias: tília e balsa.
Resistência à tracção – quando uma peça de madeira sofre forças opostas que tendem a aumentar-lhe o comprimento. Exemplos de boa resistência: carvalho e azinho.
Resistência à compressão – quando uma peça de madeira está submetida a um esforço de compreensão, quando sobre ela actuam forças que tendem a diminui-lhe o comprimento. Pouca resistência – tília e balsa.
Resistência à flexão – quando sobre uma peça de madeira actuam forças que tendem a encurvá-la. A madeira é muito usada em trabalhos de flexão.
Resistência ao choque – capacidade das madeiras resistirem aos choques sem apresentarem roturas. Madeiras com resistência ao choque: freixo, carvalho e faia.
Resistência ao corte – uma peça de madeira está sujeita ao corte quando sobre ela actuam duas forças em sentido contrário, que tendem a separar a peça em duas partes. A madeira resiste muito melhor a um esforço de corte perpendicular às fibras, do que paralelo a estas.
Propriedades químicas:
As paredes das células lenhosas são constituídas essencialmente por celulose e lenhina. A celulose é quimicamente mais estável que a lenhina. Estes dois componentes da madeira formam o esqueleto resistente do tecido lenhoso, cabendo à lenhina o papel de um cimento envolvente das cadeias da celulose, aptas para resistirem a esforços mecânicos, mas extremamente sensíveis a flutuações de humidade.
6. Técnicas de transformação da madeira
A medição será a primeira técnica a executar quando se realiza um trabalho em madeira. Os instrumentos de medição deverão ser usados conforme a tarefa a executar.
Traçar será marcar com rigor a madeira nas zonas a serem trabalhadas
Recortar é efectuar um corte curvo com o auxílio de uma serra de recortes.
Cortar significa separar ou dividir a madeira pelas traçagens feitas. As ferramentas a utilizar são os serrotes.
Furar será trespassar a madeira com o auxílio de um berbequim e de uma broca.
Desbastar e limar consiste em retirar pedaços de madeira utilizando uma plaina ou uma lima.
Pregar será unir peças de madeira através de pregos utilizando um martelo.
7. Perfis ou formas comerciais
A madeira pode apresentar vários perfis ou formas comerciais, tais como:
Pilares e vigas
Perfil quadrado
Esquadro
Tubo redondo
Barra
Tubo quadrado
Perfil em L (cantoneira)
Perfil redondo
Perfil em T
8. Instrumentos de trabalho
Na aplicação das diversas técnicas de transformação da madeira, são usadas muitas ferramentas e utensílios na execução de peças e objectos.
Utensílios de medição e traçagem:
. escala
. metro articulado
. fita métrica
. metro articulado
. esquadro
. graminho metro articulado
. suta
. compasso de pontas
. compasso de volta
Ferramentas de corte
. serrote de espada ou universal
. serrote de ponta
. serrote de costas
. serrote de traçar
. serrote de rodear
. serrote de ferro
. serra braçal
. serrote de cabelo ou ourives
● Ferramentas de furar
. berbequim eléctrico
. berbequim manual
. arco de pua
. verruma
. brocas
· Ferramentas de desbastar e alisar
. limatão triangular
. grosa
. lima bastarda
. limatão redondo
. grosa redonda
. lima paralela
. lima quadrada
. plaina
. guilherme
. formão
. goiva
. goiva em V
. escova para limpar limas
· Ferramentas de percussão:
. martelo de orelhas
. martelo de pena
. maço de madeira
· Ferramentas auxiliares:
. pedra de afiar
. esmeril
. alicates
. chave de fendas / chave de bocas
. grampo de esquadria
. grampo simples
. chave de bocas
. chave inglesa
9. Processos de ligação
1. Junções em T pregadas, aparafusadas e com agrafos
Nas junções em T pregadas, ao martelar do lado exterior devem-se inclinar os pregos.
Ao martelar por dentro, deve executar-se a técnica alternadamente dos dois lados.
2. Junção em T sobreposta
Na junção em T sobreposta, os parafusos devem ser introduzidos na diagonal para evitar que a madeira rache.
Na junção em T tipo prateleiras, aparafusa-se a peça de apoio à peça vertical, e seguidamente aparafusa-se a prateleira.
3.Junção com envaziado
4. Junções em L
As colas modernas, os parafusos e os pregos permitem a execução de junções de canto muito resistentes.
10. Aplicações da madeira e seus derivados
A madeira é utilizada como combustível (lenhas) e como matéria prima para as indústrias de celulose e papel, que têm aumentado extraordinariamente de ano para ano.
Existem vários produtos derivados da madeira:
- Os folheados consistem, basicamente, em folhas de madeira natural, muito finas. Estas folhas são obtidas de toros de madeira de várias espécies, através de máquinas próprias.
Estes materiais destinam-se ao fabrico e revestimento de mobiliário e à indústria de contraplacados.
- Contraplacados são o produto obtido pela colagem de folhas finas de madeira umas sobre as outras.
O número de folhas é impar e estas são sobrepostas som a fibra cruzada, sendo em seguida coladas e depois prensadas.
Estas placas são mais baratas que a madeira maciça, aplicam-se na fabricação de mobiliário, portas e ainda para forrar tectos e paredes.
- Os aglomerados de madeira são constituídos por fibras ou partículas de madeira, prensadas juntamente com resina sintética a uma temperatura de cerca de 200º C.
As placas de aglomerado podem ser revestidas na sua superfície com folha de madeira. O aglomerado é muito utilizado em móveis, revestimentos de tectos, paredes e divisórias.
- O cartão prensado (tipo plátex) tem normalmente cor castanha e com espessuras que variam entre 2mm e 4mm.
Este material resulta da ligação das fibras celulósicas com resinas sintéticas. É utilizado em revestimentos e tem pouca durabilidade.
A madeira também é utilizada na indústria de marcenaria para fabricação de móveis, na carpintaria para construção de diversas estruturas, incluindo navios. A madeira é um dos materiais mais utilizados em arquitectura e engenharia civil.
11. Técnicas de acabamento
A aplicação de determinadas substâncias com a função de proteger e embelezar a madeira, são designadas por técnicas de acabamento.
Raspar – consiste em retirar todas as imperfeições deixadas na madeira.
Lixar – consiste em alisar as superfícies da madeira, de modo a restituir a sua cor e textura original. Para lixarmos uma superfície de madeira devemos usar um taco de cortiça ou de madeira. Estes tacos facilitam a aplicação da técnica e tornam a superfície da madeira mais plana.
Encerar – consiste em aplicar cera sobre a madeira. Com o auxílio de um pano aplica-se uma camada espessa e com um pano espalhar a cera no sentido dos veios da madeira
Envernizar – a aplicação de verniz sobre a madeira é uma técnica que pode ser aplicada a pincel ou com uma boneca. Depois de secar deve-se lixar com uma lixa fina e tornar a dar uma passagem final com verniz.
BIBLIOGRAFIA
Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, Volume12, Lisboa, Editorial Verbo.
Manual de Educação Tecnológica, (2007), 7º e 8º anos, Ideias e Projectos, Porto, Porto Editora.
Informação recolhida dos sites seguintes:
http://www.jcpaiva.net/files/ensino/alunos/20022003/teses/020370017/madeiras/madeiras.htm
http://clientes.netvisao.pt/alme0020/historia_madeiras.htm
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Meio Ambiente
Introdução
Neste trabalho pretendo falar sobre o meio envolvente do homem no dia a dia,como por exemplo: os recursos naturais, poluição, resíduos urbanos, desenvolvimento sustentável, entre muitos outros.
Recursos naturais
Recursos naturais renováveis: materiais explorados pelo Homem que podem ser substituídos de tempos a tempos. Como fontes de energia renováveis temos a energia eólica, a energia solar, a energia das ondas do mar...
Recursos naturais não renováveis: materiais explorados pelo Homem que acabam se intensamente explorados e que para se renovarem é necessário muito tempo. São exemplos disso o carvão, o petróleo, o gás natural, muitos minerais e rochas... ha alguns recursos renováveis que se podem tornar não renováveis em consequência do crescimento da população e do mau uso que deles fazemos.
A Poluição
A poluição do meio ambiente é provocada por agentes que perturbam o equilíbrio natural dos ecossistemas, tem sido uma das maiores preocupações do séc. XXI.
Entre os vários tipos de poluição que existe, a poluição atmosférica é aquela que tem vindo a aumentar, apresentando várias consequências negativas.
O ar é fundamental para a sobrevivência da Humanidade. No entanto, sem qualquer cuidado, o Homem tem poluído a atmosfera, alterando a sua composição.
Poluição atmosférica
Ao longo dos séculos, a atmosfera tem sofrido grandes alterações, recebendo grandes quantidades de dióxido de carbono, de dióxido de enxofre e de metano. Estes gases resultam não só da actividade industrial propriamente dita, como também das alterações nos tipos de combustíveis utilizados para os transportes e a produção de energia.
Fontes de poluição:
Fontes de poluição são as actividades que libertam para o meio ambiente materiais, substâncias prejudiciais aos seres vivos.
As principais fontes de poluição atmosférica são:
Existe também outros tipos de poluição como por exemplo, a poluição da água, poluição do solo, etc. contribuem para a poluição atmosférica.
As relações entre os diversos ecossistemas terrestres, são tão estreitas que a poluição de uns afecta igualmente todos os outros.
Assim, poluentes lançados sobre o solo são transportados pela água e pelo vento, chegando deste modo a atmosfera, percorrendo lagos, rios e oceanos.
Poluentes:
Os poluentes são materiais ou substâncias que, atingindo determinada concentração afectam o meio ambiente.
Os principais poluentes que afectam a atmosfera, poluindo-a, são: monóxido de carbono, dióxido de carbono, dióxido de enxofre, óxido de azoto, poeiras e CFC (clorofluorcarbonetos).
. O monóxido de carbono, resulta da combustão incompleta dos combustíveis fósseis, e é um poluente do ar que (em concentrações elevadas) afecta o sistema nervoso e cardiovascular.
. O dióxido de carbono, é emitido através de uso de combustíveis fósseis, incêndios e destruição de florestas. É um poluente do ar que aumenta a temperatura atmosférica, pois capta o calor e é o principal responsável pelo aumento do efeito de estufa e do aquecimento global.
. O dióxido de enxofre é emitido através de centrais eléctricas, fábricas, veículos automóveis e refinarias. Este provoca doenças respiratórias, contribui para a formação das chuvas ácidas e corrói a vegetação e edifícios calcários.
. O óxido de azoto, resulta da acção de motores de combustão interna, fornos, incineradores e uso excessivo de adubos. Este poluente contribui para a formação das chuvas ácidas e do smog, nas grandes cidades. Provoca, também, doenças respiratórias.
. Os CFC (clorofluorcarbonetos), têm como as fontes de poluição são mecanismos de refrigeração, sprays, indústrias de isolamento térmico e electrónica. Estes poluentes do ar são responsáveis pela destruição da camada de ozono, aumentando o risco de cancro de pele. Entre as mais graves consequências da poluição podemos destacar: a destruição da camada de ozono, as chuvas ácidas, o aumento do efeito de estufa e o smog*.
*Smog: Originalmente, refere-se à combinação de fumaça (das chaminés) e nevoeiro. Hoje, refere-se à qualquer acumulação visível de substâncias que causam poluição do ar.
Países emissores de gases do efeito estufa
1. Estados Unidos 45,8%
2. China 11,9 %
3. Indonésia 7,4%
4. Brasil 5,4 %
5. Rússia 4,8%
6. Índia 4,5%
7. Japão 3,1%
8. Alemanha 2,5 %
9. Malásia 2,1%
10. Canadá 1,8%
Poluição sonora
A exposição súbita a um nível de ruído muito intenso, por exemplo superior a partir de 130 decibéis, pode provocar lesões imediatas e irreversíveis devido à ruptura do tímpano. Mas qualquer ruído acima de 90 decibéis é susceptível de causar danos. Um som acima de 90 decibéis causa dor e surdez temporária que pode prolongar-se durante minutos ou horas, o que é um aviso de que a audição pode ser afectada se a fonte de ruído não for afastada ou não forem tomadas as devidas precauções. No entanto, os efeitos nocivos sobre o organismo fazem-se sentir com menor intensidade. Acima dos 65 decibéis faz aumentar a ritmo cardíaco, favorece o estado de stress e irritação e pode causar comportamentos agressivos.
Há pouca imagem para dúvidas de que o barulho afecta adversamente as tarefas da área cognitiva. Trabalhos que exigem uma atenção permanente aos detalhes ou a múltiplas fontes de informação, assim como as que exigem uma grande capacidade de memorização são prejudicadas e nas crianças pode dificultar a comunicação e a aprendizagem. Outros efeitos secundários da exposição ao barulho podem ser a fadiga crescente, depressão, irritabilidade e redução da capacidade laboral.
Prevenção de problemas causados por ruídos e outros sons poluentes:
As principais medidas para se prevenir dos efeitos da poluição sonora podem ser:
. Redução do ruído e demais sons poluentes na fonte emissora;
. Redução do período de exposição (principalmente para pessoas expostas continuamente a processos que geram muito ruído) quando não for possível a neutralização do risco pelo uso de proteção adequada;
. Educação da população;
. Uso de protecção nos ouvidos adequada ao risco auditivo;
. Em festas colocar o som com volume adequado ao "Ambiente", evitando-se o volume alto. Não sendo possível, não permanecer por tempo prolongado em ambientes onde se tenha que gritar para ser ouvido pelo interlocutor à distância de um metro.
Protocolos
Para além de existir o protocolo de quioto que é um dos maiores protocolos que existe na área do ambiente ao qual os países mais industrializados comprometeram-se por força deste protocolo a reduzir em 5% no mínimo as emissões respectivas de seis gases em efeitos de estufa (dióxido de carbono,metano, óxido nitroso hidrofluorcarbonetos,hidrocarbonetos perfluorados e hexafluoreto de enxofre) durante o período de 2008-2012, existiu também o protocolo de montereal ao qual 27 países se comprometerem a reduzir ou eliminar o consumo de CFC’s* até ao ano de 2000, que ate aos dias de hoje ainda não aconteceu na proporção desejada apesar de que a tecnologia existente e disponivel para substituir os gases presentes nos aerossóis, em fluidos de refrigeração e nos solventes.
*CFC’s: abreviatura para clorofluorcarboneto, destroem a camada de ozono.
O que é desenvolvimento sustentável?
Desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações.
Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.
Crescimento dos resíduos urbanos
Nos últimos anos o crescimento populacional ocorreu de forma espantosa e desordenada, culminando em maior consumo e por consequência em maior volume de resíduos. O consumismo aliado aos produtos descartáveis aumentou sobremaneira o volume diário de lixo.
Em 2004 a população mundial atingiu 6.400 milhões e continua a crescer em 80 milhões por ano, estando o Brasil em quinto lugar entre os países mais populosos, atrás da Indonésia, Estados unidos, Índia e China.
O futuro dos recursos naturais
É necessário conhecer a dinâmica das populações das espécies que são exploradas, de modo a determinar a quantidade que é possível retirar que permita a rápida recuperação dessas populações.
Assim, é necessário calcular a taxa de natalidade e de mortalidade, o tempo de vida dos indivíduos e outros factores que condicionam a abundância destas populações. Obviamente, esta quantidade que permite a exploração sustentada deve ter em conta que os processos biológicos podem ser alterados ao longo do tempo e que o nosso conhecimento sobre estes é bastante limitado. Por outras palavras, devemos ser prudentes no estabelecimento dessa quantidade e monitorizar regularmente as populações exploradas. Por exemplo, a extinção da anchova do Perú nos anos 80 deveu-se principalmente a uma sobre-exploração da espécie, mas também aos efeitos não previstos do El Niño, que acelerou o processo de extinção. Do mesmo modo, é necessário conhecer a capacidade de assimilação da poluição, para que se estabeleçam limites adequados aos níveis de poluentes emitidos.
Em resumo, as condições para uma exploração sustentada de recursos renováveis comuns implica um conhecimento da dinâmica populacional das espécies a serem exploradas. Além disso, depende também da implementação de legislação e fiscalização que permitam a renovação destas espécies, mas sobretudo de uma consciência ambiental sobre a importância de uma correcta gestão de recursos. Deste modo, será possível uma exploração sustentada destes, bem como a conservação das espécies que os constituem.
Conclusão
Com este trabalho concluí que o Homem no dia-a-dia está exposto a vários perigos no seu meio ambiente como por exeplo a poluiçao que um dos casos que tem vindo a agravar-se constantemente.
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Observação de Células Eucarióticas
Introdução
Este trabalho consiste na observação de células eucarióticas de diferentes organismos vivos, e por consequente, os organitos das mesmas. Para este trabalho ser possível de realizar utilizámos o microscópio, instrumento que permite observar objectos muito pequenos que a olho nu são impossíveis de visualizar. Existem dois tipos de microscópio, o óptico e o electrónico. O utilizado por nós foi o óptico pois o electrónico é muito dispendioso, visto ser muito melhor.
Todos os seres vivos são constituídos por células, sendo esta a unidade fundamental da vida. Existem as células procarióticas que apenas os seres unicelulares possuem, sendo esta, uma célula pouco complexa e de menores proporções que a célula eucariótica, que constitui os seres multicelulares.
Os seres multicelulares que foram observados no nosso trabalho foram a elódea (alga), cebola, saliva, seres vivos de uma infusão e uma pequena amostra de sangue. Visto terem sido cinco amostras de vida a serem observadas a experiência foi realizada em cinco partes, em cada uma delas, apenas observávamos uma amostra.
Material
. Mcroscópio
. Lâminas
. Lamelas
. Pinça
. Tesoura
. Vidro de Rélogio
. Palito
. Conta gotas
. Água iodada
. Água destilada
. Vermelho-neutro
. Azul-de-metileno
. Material vivo para oberservação (elódea, cebola, saliva, seres de uma infusão, sangue)
Procedimento Experimental
Inicialmente verificámos se no microscópio a menos ampliação estava aplicada, se a platina estava toda para cima e se o diafragma estava aberto.
Depois de verificados os índices anteriores ligámos a ficha eléctrica à corrente para que a fonte luminosa do microscópio começa-se a funcionar.
A. Um tecido clorofilino de uma folha de elódea
1º: Retirámos umas folhas de um ramo de elódea (alga);
2º: Colocámo-las num vidro de relógio juntamente com água destilada e deixámo-las alguns instantes sob uma lâmpada acesa para que ao aquecer os cloroplastos se movimentassem, visto que estes efectuam a fotossíntese;
3º: De seguida colocámos uma folha de elódea na lâmina juntamente com uma gota de água destilada e logo de seguida uma lamela por cima;
4º: Por ultimo observámos ao microscópio os constituintes da célula e retirámos os apontamentos necessários.
B. Um tecido não clorofilino da epiderme das túnicas da cebola
1º: Colocámos sobre duas lâminas, em cada respectivamente, uma gota de água iodada e uma gota de vermelho-neutro pouco concentrado. Estes tiveram o objectivo de corar a célula tornando possível a observação;
2º: Com a ajuda de uma pinça, colocámos o fragmento de cebola na lâmina e de seguida a lamela sobre esta, nas duas;
3º: Observámos as duas preparações ao microscópio.
C. Célula do epitélio lingual
1º: Numa lâmina limpa depositámos uma gota de solução pouco concentrada de azul-de-metileno;
2º: Uma de nós lavou e bochechou com água a boca e com um palito raspou levemente a superfície dorsal da língua;
3º: Colocámos o produto anteriormente obtido sobre a gota de corante localizada na lâmina;
4º: Por fim, cobrimos a lâmina com uma lamela e observámos ao microscópio a preparação.
D. Seres vivos de uma infusão
1º: Com a ajuda de um conta-gotas retirámos uma gota de água de um superficial da infusão;
2º: Colocámos essa gota na lâmina e de seguida a lamela por cima;
3º: Colocámos a ampliação desejada e visualizámos ao microscópio a amostra anteriormente preparada.
E. Sangue
1º: Com uma agulha provocámos uma pequena hemorragia colocando em seguida a gota de sangue obtida numa lâmina e por cima desta uma lamela;
2º: Observámos ao microscópio a preparação.
Resultados
Discussão dos resultados
A
Na ampliação 5x15=75, apenas observámos várias riscas expostas paralelamente entre si, as paredes celulares.
Ao aplicar a ampliação 10X15=150, começámos a observar pequenas pintas verdes e as riscas igualmente.
Quando aplicámos a ampliação 40X15=600 já conseguimos observar os cloroplastos em movimento devido à temperatura recebida anteriormente e observámos também um vacúolo que, ao absorver a água obrigou os cloroplastos a se encostarem à parede celular.
B
Com a aplicação da água iodada na lâmina juntamente com a pequena amostra de cebola, não foi possível observar nada, pois a água iodada não estava suficiente concentrada para que fosse possível corar as células.
No entanto na outra preparação já foi possível observar a parede celular, o núcleo, citoplasma e membrana plasmática. Esta observação só foi possível com a aplicação da ampliação 40X15=600.
C
Observámos com a ampliação 40X15=600 pequenas células com um pequeno núcleo no seu interior. Apenas foi possível visualizar duas células, graças à aplicação do corante azul-de-metileno. Identificámos igualmente minúsculas partículas que “flutuavam”, (provavelmente seriam partículas alimentares).
D
Só com a aplicação da ampliação 40X15=600 é que foi possível visualizar diferentes seres vivos que se moviam no citoplasma. Observámos scendesmus, seres verdes, cladophoras, igualmente verdes, e por ultimo colpidium. Em alguns não foi possível visualizar o seu núcleo pois a célula não se encontrava corada, mas sim, quase transparente. Logo podemos afirmar que os corantes são importantes pois permitem uma melhor observação da morfologia das células.
E
Depois de colocada a lâmina na platina, observámos pequenas partículas avermelhadas que estavam muito juntas. Analisamos melhor e podemos visualizar um ou dois glóbulos brancos, pois eram maiores que os outros. Concluímos assim que existe um maior número de glóbulos vermelhos em relação ao número de glóbulos brancos.
Conclusão
Para estas experiências foram utilizados o microscópio óptico, lâminas, lamelas, pinça, tesoura, vidro de relógio, um palito, água iodada, água destilada, vermelho-neutro, azul-de-metileno, material vivo para observação e um conta gotas.
Os seres multicelulares que visualizámos, foram respectivamente, um tecido clorofilino de uma folha de elódea, um tecido da epiderme de uma cebola, as células do epitélio lingual (saliva), os seres vivos de uma infusão e, para finalizar, uma amostra de sangue.
Na primeira preparação observámos cloroplastos, parede celular e um vacúolo; na segunda, células com núcleos no seu interior mas apenas na preparação com a solução de vermelho-neutro, pois a água iodada não se encontrava muito concentrada e não foi possível a observação de nenhuma célula; na terceira vimos duas células com respectivos núcleos; na quarta observámos diferentes seres vivos, e na quinta e última pudemos identificar algumas partículas avermelhadas e escassos glóbulos brancos.
Para finalizar, podemos afirmar que a realização deste trabalho, permitiu-nos obter uma melhor noção sobre a constituição das células eucarióticas e também praticar a utilização do microscópio óptico.
Bibliografia
SILVA, Amparo Dias da, et all, Terra, Universo de Vida – 2.ª Parte – Biologia, Porto Editora, Porto, 2004, pp. 35, 36 e 37.
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História e evolução dos computadores
Introdução
Este trabalho foi realizado para a professora de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação), Susana Nunes, com a finalidade de elaborar um pequeno trabalho sobre um tema a nossa escolha, no Word, para puder nos avaliar.
O tema que escolhemos foi a Evolução do Computador, devido ao facto de acharmos que tem um pouca haver com a disciplina.
A História e Evolução do Computador
Nos dias de hoje, quando se ouve falar num processadores de 1 GHz até nos dá sono, de tão comuns que eles já se tornaram. Pouca gente já ouviu falar no 8088, que foi o processador usado no PC XT, a quase 20 anos atrás, e muito menos no INATEL 4004, o primeiro microprocessador, lançado em 71.
Na época dos nossos bisavôs os computadores já existiam, apesar de extremamente rudimentares. Eram os computadores mecânicos, que realizavam cálculos através de um sistema de engrenagens, accionado por uma manivela ou outro sistema mecânico qualquer. Este tipo de sistema, comum na forma de caixas registradoras era bastante utilizado naquela época.
No final do século XIX surgiu o relê, um dispositivo electromecânico, formado por um magneto móvel, que se desloca unindo dois contactos metálicos. O Relê foi muito usado no sistema telefónico, aliás algumas centrais analógicas ainda utilizam estes dispositivos até hoje. Os relês podem ser considerados uma espécie de antepassados dos transístores. Suas limitações eram o fato de serem relativamente caros, grandes demais e ao mesmo tempo muito lentos: um relê demora mais de um milésimo de segundo para fechar um circuito, mais de dez milhões de vezes mais lento que um transístor actual.
Também no final do século XIX, surgiram as primeiras válvulas. As válvulas foram usadas para criar os primeiros computadores electrónicos, na década de 40.
As válvulas têm seu funcionamento baseado no fluxo de elétrons no vácuo. Tudo começou numa certa tarde quando Thomas Edison, inventor da lâmpada eléctrica estava brincando com a sua invenção. Ele percebeu que ao ligar a lâmpada ao pólo positivo de uma bateria e uma placa metálica ao pólo negativo, era possível medir uma certa corrente fluindo do filamento da lâmpada à chapa metálica, mesmo que os dois estivessem isolados. Havia sido descoberto o efeito termiónico, o princípio de funcionamento das válvulas.
As válvulas já eram bem mais rápidas que os relês, atingiam frequências de alguns Megahertz, o problema é que aqueciam muito, consumiam muita electricidade e queimavam-se facilmente. Construir um computador, que usava milhares delas era extremamente complicado, e muito caro.
Apesar de tudo isso, os primeiros computadores começaram a surgir durante a década de 40, naturalmente com propósitos militares. Os principais usos eram a codificação e descodificação de mensagens e cálculos de artilharia.
Sem dúvida, o computador mais famoso daquela época foi o ENIAC (Electronic Numerical Integrator Analyzer and Computer), construído em 1945. O ENIAC era composto por nada menos do que 17,468 válvulas, ocupando um galpão imenso. Porém, apesar do tamanho, o poder de processamento do ENIAC é ridículo para os padrões actuais, suficiente para processar apenas 5.000 adições, 357 multiplicações e 38 divisões por segundo, bem menos até do que uma calculadora de bolso actual, das mais simples.
A ideia era construir um computador para realizar vários tipos de cálculos de artilharia para ajudar as tropas aliadas durante a segunda Guerra mundial. Porém, o ENIAC acabou sendo terminado exactos 3 meses depois do final da Guerra e acabou sendo usado durante a guerra fria, contribuindo por exemplo no projecto da bomba de Hidrogénio.
Se você acha que programar em C ou em Assembly é complicado, imagine como era a vida dos programadores daquela época. A programação do ENIAC era feita através de 6.000 chaves manuais. A cada novo cálculo, era preciso reprogramar várias destas chaves. Isso sem falar no resultado, que era dado de forma binária através de um conjunto de luzes. Não é à toa que a maior parte dos programadores da época eram mulheres, só mesmo elas para ter a paciência necessária para programar e reprogramar esse emaranhado de chaves várias vezes ao dia.
Abaixo está a foto de uma válvula muito usada na década de 40:
Vendo essa foto é fácil imaginar por que as válvulas eram tão problemáticas e caras: elas eram simplesmente complexas demais.
Mesmo assim, na época a maior parte da indústria continuou trabalhando no aperfeiçoamento das válvulas, obtendo modelos menores e mais confiáveis. Porém, vários pesquisadores, começaram a procurar alternativas menos problemáticas.
Várias destas pesquisas tinha como objectivo a pesquisa de novos materiais, tanto condutores, quanto isolantes. Os pesquisadores começaram então a descobrir que alguns materiais não se enquadravam nem em um grupo nem no outro, pois de acordo com a circunstância, podiam aturar tanto quando isolantes quanto como condutores, formando uma espécie de grupo intermediário que foi logo apelidado de grupo dos semicondutores.
Haviam encontrado a chave para desenvolver o transístor. O primeiro projecto surgiu em 16 de Dezembro de 47, onde era usado um pequeno bloco de germânio (que na época era junto com o silício o semicondutor mais pesquisado) e três filamentos de ouro. Um filamento era o pólo positivo, o outro o pólo negativo, enquanto o terceiro tinha a função de controlo. Tendo apenas uma carga eléctrica no polo positivo, nada acontecia, o germânio actuava como um isolante, bloqueando a corrente. Porém, quando uma certa tensão eléctrica era aplicada usando o filamento de controle, uma fenómeno acontecia e a carga eléctrica passava a fluir para o pólo negativo. Haviam criado um dispositivo que substituía a válvula, sem possuir partes móveis, gastando uma fracção da electricidade gasta por uma e, ao mesmo tempo, muito mais rápido.
O primeiro projecto de transístor
Este primeiro transístor era relativamente grande, mas não demorou muito para que este modelo inicial fosse aperfeiçoado. Durante a década de 50, o transístor foi gradualmente dominando a indústria, substituindo rapidamente as problemáticas válvulas. Os modelos foram diminuindo de tamanho, caindo de preço e tornando-se mais rápidos. Alguns transístores da época podiam operar a até 100 MHz. Claro que esta era a frequência que podia ser alcançada por um transístor sozinho, nos computadores da época, a frequência de operação era muito menor, já que em cada ciclo de processamento o sinal precisa passar por vários transístores.
Mas, o grande salto foi a substituição do germânio pelo silício. Isto permitiu actualizar ainda mais os transístores e baixar seu custo de produção. Os primeiros transístores de junção comerciais foram produzidos partir de 1960 pela Crystalonics.
A ideia do uso do silício para construir transístores é que adicionando certas substâncias em pequenas quantidades é possível alterar as propriedades eléctricas do silício. As primeiras experiências usavam fósforo e boro, que transformavam o silício em condutor por cargas negativas ou condutor por cargas positivas, dependendo de qual dos dois materiais fosse usado. Estas substâncias adicionadas ao silício são chamadas de impurezas, e o silício “contaminado” por elas é chamado de silício dopado.
O funcionamento e um transístor é bastante simples, quase elementar. É como naquele velho ditado “as melhores invenções são as mais simples”. As válvulas eram muito mais complexas que os transístores e mesmo assim foram rapidamente substituídas por eles.
Um transístor é composto basicamente de três filamentos, chamados de base, emissor e colector. O emissor é o pólo positivo, o colector o pólo negativo, enquanto a base é quem controla o estado do transístor, que como vimos, pode estar ligado ou desligado. Veja como estes três componentes são agrupados num transístor moderno:
Quando o transístor está desligado, não existe carga eléctrica na base, por isso, não existe corrente eléctrica entre o emissor e o colector. Quanto é aplicada uma certa tensão na base, o circuito é fechado e é estabelecida a corrente entre o emissor e o receptor.
Outro grande salto veio quando os fabricantes deram-se conta que era possível construir vários transístores sobre o mesmo waffer de silício. Havia surgido então o circuito integrado, vários transístores dentro do mesmo encapsulamento. Não demorou muito para surgirem os primeiros micro chips.
Conclusão
Gostamos bastante de realizar este trabalho porque apesar de ficar-mos a conhecer melhor o programa Microsoft Word também ficamos a saber como os computadores evoluíram.
Bibliografia
Sites:
http://images.google.pt/images?q=portateis&svnum=10&hl=pt-BR&lr=
http://images.google.pt/images?q=evolu%C3%A7%C3%A3o%20do%20computador&hl=pt-BR&sa=N&tab=wi
http://oficina.cienciaviva.pt/~pw020/g3/historia_e_evolucao_dos_computad.htm
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Sistemas Operativos - Linux
A CAIXA MÁGICA
Introdução
No âmbito da disciplina de Tecnologias de Informação e Comunicação, o professor propôs-nos a fazer um trabalho sobre a matéria dada na aula: Sistemas Operativos.
Eu escolhi o Linux, porque é um projecto que junto com a GNU é concorrente ao Windows/Microsoft, que detém o mercado informático.
Um sistema operativo é um conjunto de programas de “software” que controla os recursos da máquina (“hardware”) de forma a permitir a sua utilização de forma simples pelo utilizador e que serve de interface entre o utilizador e o computado.
Tem como principal funcões:
- Carregar e executar os programas
- Criar e manter os ficheiros de dados
- Gerir os processos de entrada e saída
- Gerir todos os recursos do sistema
- Implementar um ambiente de “máquina virtual” para cada utilizador
- Manter a segurança
- Fornecer meios para traduzir os programas fonte
A GNU/Linux
GNU/Linux é um sistema operativo, composto pelo núcleo Linux e pelas bibliotecas e ferramentas do projecto GNU, além de diversos programas livres feitos por outros programadores e empresas.
O projecto GNU é um projeto iniciado por Richard Stallman em 1984, com o objetivo de criar um sistema operativo livre, que qualquer pessoa teria direito de usar e distribuir sem ter que pagar licenças de uso.
Linux é um núcleo, ou seja um sistema de software que oferece uma camada de abstração, controlador/controle de sistema de arquivos, multi-tarefa, rede e segurança.
A partir de 1984 Stallman e vários programadores desenvolveram as peças principais de um sistema operacional (ex:compilador de linguagem C, editores de texto, etc).
Em 1991, um jovem finlandês chamado Linus Torvalds criou o Linux, para sistema operativo.
História do Linux
O núcleo do Linux foi desenvolvido por Linus Torvalds, com a ajuda de vários programadores voluntários através da Internet.
Linus Torvalds começou a desenvolver um Linux como objectivo pessoal, inpirando-se no Minix, que é o sistema operativo da Unix.
As distribuições de GNU/Linux começaram a ser uma alternativa no mercado dos sistemas operativos Microsoft Windows e Mac OS.
A primeira vez que o Linux foi disponibilizado tinha apenas o núcleo com alguns comandos básicos. Foi neste ambiente que surgiu a MCC (Manchester Computer Centre), criada pela Universidade de Manchester, na tentativa de melhorar a instalação do Linux.
Caixa Mágica, Debian, Fedora, Kurumin, Mandriva, SuSE, Ubuntu Linux e Freedows são algumas das distribuições do Linux mais utilizadas.
A distribuição de Linux portuguesa é a Caixa Mágica, que foi concebida para empresas, particulares, educação e administração pública.
Vantagens do Linux
- É livre: pode-se descarregar o Linux de onde se desejar;
- Multi-tarefa: vários programas podem estar a funcionar ao mesmo tempo sem interferir com a estabilidade;
- Suporta todo o tipo de programas e é um standard universal;
- O Linux pode correr em computadores com pouca memória RAM;
- Ocupa menos espaços no disco que os outros sistemas operativos;
- Código fonte aberto: pode-se analisar como está programada uma aplicação e fazer modificações;
- Velocidade: é mais rápido, porque é melhor a gerir a memória, o processador, o disco rígido;
- Estabilidade: não precisa de ser tantas vezes reiniciado como acontece no Windows;
- Independência de fabricantes de software e hardware;
- Interoperabilidade: pode ser modificado para as necessisdades de cada pessoa;
- Segurança: dos virus que exitem raros são os que têm compatilidade como o sistema;
- Custo económico mais barato. De acordo com o estudo apresentado em Outubro de 2005 a Linux é 40% mais barato que o Windows e 54% mais barato que Solaris.
A única desvantagem deste sistema operativo é que tem pouco poder no mercado, sendo que esse é um longo objectivo a percorrer.
Linus Torvalds
Linus Torvalds nasceu a 28 de Dezembro de 1969, em Helsínquia na Finlândia. Vive actualmente em Santa Clara, na Califórnia, com a sua mulher Tove e as suas três filhas.
Linus Torvalds teve o primeiro contacto com a informática com 11 anos. Começou a trabalhar com computadores quando o seu avô comprou um Commodore em 1980 e lhe pediu para ajuda para utilizá-lo.
No fim dos anos 80 tomou contato com os computadores IBM/PC compatíveis e em 1991 comprou um 80386. Com 21 anos, tinha já 5 anos de experiência com programação em C e tinhas conhecimentos de S.O. MS-DOS.
Mais tarde começou a trabalhar num projecto pessoal: baseando-se no projeto do sistema Unix e modificando o núcleo do Minix criaria uma adaptação do S.O. para executar o software do GNU para PC.
Em 1997 Linus Torvalds recebeu os prémios "1997 Nokia Foundation Award'y" e "Lifetime Achievement Award at Uniforum Pictures" e finalizou os seus estudos superiores (1988 - 1997) na Universidade de Helsínquia.
Torvalds trabalhou na Transmeta (fabricante de processadores para portáteis) entre 1997 e 2003. No mesmo ano juntou-se ao OSDL (Open Source Development Labs), uma fundação criada para ajudar no desenvolvimento do Linux.
Conclusão
Com este trabalho pude desenvolver os meus conhecimentos sobre os sistemas operativos, mais especificamente o Linux e alargar a visão global sobre outra marca concorrente ao Windows.
Pude então ver como o Linux funcionava na teoria, mas gostaría de trabalhar com este sistema operativo na prática.
Bibliografia
- BIT, nº89 ano B, Fevereiro de 2006
- Exame Informática, nº124 ano 10, Outubro de 2005
- Paiva, João; Silva, Fernanda; Baptista, Carlos; TIC, 1ª edição, Texto Editora, Lisboa 2004
- Universidade Atlântica, Gestão de Sistemas e Tecnologias de Informação, Cadeira de Sistemas Operativos, 2º Semestre
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux
- http://vrsalinux.home.sapo.pt/linuxpt.htm
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Darwin e Darwinismo
Índice
Vida:
. Infância e educação;
. Viagem no Beagle;
. Ascendência na Sociedade e família;
. Últimos anos de vida;
Darwinismo:
. Fundamentos;
. Teoria da selecção natural;
. Publicação e Reacção à Teoria;
Publicações (Lista);
Cronologia de Vida;
Curiosidades;
Vida
Infância e Educação
Charles Robert Darwin nasce Shrewsbury, Shropshire, Inglaterra, no dia 12 de Fevereiro de 1809. Filho do medico
Robert Darwin e de Susannah Darwin. O seu avô paterno foi Erasmus Darwin e o seu avô materno, o famoso ceramista Josiah Wedgwood, ambos pertencentes à elite intelectual da época. A sua mãe morre quando tinha apenas oito anos.
No ano seguinte, é enviado para a escola Shrewsbury. Ali, ele só se interessava em coleccionar minerais, insectos e ovos de pássaros.
Em 1825 foi estudar medicina na Universidade de Edimburgo. Contudo, sua aversão à brutalidade da cirurgia da época levou-o a negligenciar os seus estudos médicos.
Já em 1827, o seu pai, decepcionado com a falta de interesse pela medicina, matriculou-o num curso de Bacharelado em Artes na Universidade de Cambridge para que ele se tornasse um clérigo.
Contudo Darwin preferia cavalgar e caçar a estudar.
Darwin ingressou no curso de história natural de Henslow e tornou-se um dos alunos favoritos. Nas suas provas finais em Janeiro de 1831, ele saiu se muito bem e foi o décimo colocado entre 178 aprovados.
John Stevens Henslow, professor de Botânica e tutor de Darwin na Universidade, recomendou Darwin para acompanhar o capitão do barco HMS Beagle, numa viagem de 2 anos para cartografar a América do Sul e era uma oportunidade que Darwin não podia deixar escapar, pois assim poderia desenvolver a sua carreira como naturalista.
Viagem no Beagle
HMS Beagle era um navio da Armada Inglesa que deu a volta ao mundo com Charles Darwin abordo.
A viagem do Beagle durou quatro anos e nove meses, dois terços dos quais Darwin esteve em terra firme. Ele estudou uma rica variedade de características geológicas, fósseis, organismos vivos e conheceu muitas pessoas, entre nativos e colonos.
Darwin documentou metodicamente um enorme número de espécimes, muitos dos quais novos para a ciência. Isto estabeleceu a sua reputação como um naturalista e fez dele um dos precursores do campo da Ecologia.
Durante a viagem, Darwin leu o livro "Princípios da Geologia" de Charles Lyell, que descrevia características geológicas como o resultado de processos graduais ocorrendo ao longo de grandes períodos de tempo. Ele escreveu para casa a dizer que via formações naturais como se através dos olhos de Lyell: degraus planos de pedras com o aspecto característico de erosão por água e conchas na Patagónia, eram sinais claros de que praias se haviam elevado; no Chile, ele presenciou um terramoto e observou pilhas de mexilhões encalhados acima da maré-alta o que mostrava que toda a área havia sido elevada; e mesmo no alto dos Andes ele foi capaz de encontrar conchas.
Na América do Sul, ele descobriu fósseis de animais extintos como o megaterium e o gliptodonte em camadas que não mostravam quaisquer sinais de catástrofe ou mudanças climáticas. Naquele tempo, ele pensava que aquelas eram espécies similares às encontradas em África mas, após o seu regresso, Richard Owen mostrou-lhe que os fósseis encontrados eram mais similares a animais não extintos que viviam na mesma região (preguiças e tatus).
Nas ilhas Galápagos, Darwin descobriu que cada espécie de cotovia era diferente de uma ilha para outra. Ao voltar para Inglaterra, foi lhe mostrado que o mesmo ocorria com as tartarugas e os tentilhões. O rato-canguru e o ornitorrinco, encontrados na Austrália, eram animais tão estranhos que levaram Darwin a pensar que "Um incrédulo... poderia dizer que seguramente dois criadores diferentes estiveram em acção”".
Todas estas observações deixaram-no muito intrigado e, na primeira edição de "A Viagem do Beagle", ele explicou a distribuição das espécies à luz da teoria de Charles Lyell de "centros de criação". Em edições posteriores, ele já dava indicações de como via a fauna encontrada nas Ilhas Galápagos como evidência para a evolução: "é possível imaginar que algumas espécies de aves neste arquipélago derivam de um número pequeno de espécies de aves encontradas originalmente e que se modificaram para diferentes finalidades".
Abordo do Beagle Darwin deu a volta ao mundo, esteve em países ou locais como: Cabo Verde, Brasil, Argentina, Andes, Terra do Fogo, Chile, Peru, Ilhas Galápagos, Nova Zelândia, Austrália, Ilhas Cocos.
Ascendência na Sociedade e Família
Enquanto Darwin ainda estava em viagem, Henslow cuidadosamente cultivou a reputação de seu antigo pupilo fornecendo a vários naturalistas os espécimes fósseis e cópias impressas das descrições geológicas que Darwin fazia.
Quando o Beagle regressou em 2 de Outubro de 1836, Darwin era uma celebridade no meio científico. Ele visitou a sua casa em Shrewsbury e descobriu que seu pai havia feito vários investimentos para que Darwin pudesse ter uma vida tranquila. Mais que isto, ele poderia ter uma carreira científica auto financiada. Darwin foi então a Cambridge e convenceu Henslow a fazer descrições botânicas das plantas que ele tinha encontrado. Depois dirigiu-se a Londres onde procurou os melhores naturalistas para descrever as suas outras colecções de forma a poder publicá-las.
O entusiasta Charles Lyell encontrou Darwin em 29 de Outubro e apresentou-o ao jovem e promissor anatomista Richard Owen, depois de trabalhar na colecção de ossos fossilizados de Darwin no Royal College of Surgeons, Owen surpreendeu todos ao revelar que alguns dos ossos eram de tatus e preguiças gigantes extintas. Isto melhorou a reputação de Darwin. Com a ajuda entusiasmada de Lyell, Darwin apresentou seu primeiro artigo no Geological Society de Londres a 4 de Janeiro de 1837, afirmando que a massa terrestre da América do Sul se estava a erguer lentamente.
No mesmo dia, Darwin apresentou seus espécimes de mamíferos e aves à Zoological Society. Os mamíferos ficaram aos cuidados de George R. Waterhouse. Embora, em princípio, os pássaros parecessem merecer menos atenção, o ornitólogo John Gould revelou que o que Darwin pensara serem corruíras, melros e tentilhões levemente modificados das Galápagos, mas de facto eram todos tentilhões, mas cada um de uma espécie distinta. Outros no Beagle, incluindo o capitão FitzRoy, também tinham apanhado estes pássaros mas foram mais cuidadosos com suas anotações, o que permitiu a Darwin determinar de que ilha cada espécie era originária.
Em Londres, Darwin frequentemente ia a jantares de pensadores com o seu irmão Erasmus e em alguns deles estava a escritora Harriet Martineau, cujas histórias promoviam a reforma das leis de protecção social de acordo com as ideias de Malthus. Nos meios científicos da época, ideias como a transformação de uma espécie em outra eram controversamente associadas com radicalismo político. Por isso, Darwin preferia o respeito dos seus amigos mesmo quando não concordava plenamente com as ideias deles, tais como a crença de que a história natural justifica-se religiões.
Em 17 de Fevereiro de 1837, Lyell aproveitou o seu discurso presidencial na Geological Society para apresentar as descobertas de Owen em relação aos fósseis de Darwin, enfatizando as implicações do facto de que espécies extintas encontradas em uma região fossem relacionadas a outras que viviam actualmente na mesma região. Neste mesmo encontro, Darwin foi eleito para o conselho da Geological Society.
Ele já tinha sido convidado por FitzRoy para contribuir com o seu diário e notas pessoais para a secção de história natural do livro que o capitão estava a escrever sobre a viagem do Beagle. Darwin também estava a trabalhar num livro sobre a geologia da América do Sul. Ao mesmo tempo, ele especulava sobre a transmutação de espécies no caderno de anotações que ele tinha iniciado no Beagle.
Na mesma época começa a organizar os relatórios dos vários especialistas que tinham trabalhado com as suas colecções num livro de múltiplos volumes chamado "Zoologia da viagem no H.M.S. Beagle" (Zoology of the Voyage of H.M.S. Beagle). Darwin concluiu-o em 20 de Junho e, já em Julho, iniciava o seu livro secreto sobre transmutação, onde desenvolveu a hipótese de que, apesar de cada ilha das Galápagos ter sua própria espécie de tartarugas, todas elas eram originárias de uma espécie única que se tinha adaptado à vida nas diferentes ilhas de diferentes maneiras.
Darwin adoece devido ao excesso de trabalho, e retira-se para o campo onde permanece por volta de um ano.
Já completamente recuperado, ele volta a Shrewsbury.
Charles começa então a pensar em casar, e chega mesmo a fazer uma lista com os prós e os contras em relação a ter uma mulher. A 11 de Novembro pediu Emma Wedgwood, sua prima, em casamento e conta-lhe as suas ideias acerca transmutação.
Darwin considerou o raciocínio de Malthus de que a população humana aumenta mais rapidamente que a produção de alimentos, levando-a a uma competição e tornando qualquer esforço de caridade inútil. Ele viu naquela ideia uma forma de explicar:
. As suas descobertas sobre espécies extintas que se relacionavam mais com outras não extintas encontradas na mesma região;
. As semelhanças entre espécies próximas umas das outras,
. As suas dúvidas derivadas da criação de animais
. A sua incerteza quanto a existência de uma "lei de harmonia" na natureza.
No fim de Novembro de 1838, ele começou a comparar o processo de selecção de características feito por criadores de animais com uma natureza Malthusiana seleccionando variantes aleatoriamente de forma que "toda a parte de uma nova característica adquirida é colocada em prática e aperfeiçoada", e pensou nisto como "a mais bela parte da minha teoria" de como novas espécies se originam. Em 24 de Janeiro de 1839, Darwin foi eleito membro da Royal Society e apresentou seu artigo sobre as "estradas" de Glen Roy.
Darwin teve 10 filhos com Emma, 3 dos quais morreram prematuramente. Contudo, muitos deles e dos seus netos alcançaram grande notabilidade.
Últimos anos de vida
Apesar dos sucessivos problemas de saúde que se acumularam em Darwin nos últimos vinte e dois anos de vida, ele continuou a trabalhar avidamente. Ele passou a dedicar-se aos aspectos mais controversos do seu "grande livro" que ainda estavam por ser completados: a evolução da espécie humana a partir de animais mais primitivos, o mecanismo de selecção sexual que poderia explicar características de não tão óbvia utilidade além de mera beleza decorativa, bem como sugestões para as possíveis causas subjacentes ao desenvolvimento da sociedade e das capacidades mentais humanas.
Quando a filha de Darwin adoeceu, ele deixou de lado as suas experiências para a acompanhar no seu tratamento no campo. Ali, ele desenvolve um interesse por orquídeas selvagens. De volta casa Darwin adoece num quarto cheio de experiências e de plantas trepadeiras, mas mesmo assim, continuou o seu trabalho no livro "Variação", que cresceu até ocupar dois volumes, o que o forçou a deixar de lado "A descendência do Homem e Selecção em relação ao Sexo".
A questão da evolução humana tinha sido amplamente discutida pelos seus simpatizantes (e críticos) logo depois da publicação da "Origem das Espécies" mas a contribuição do próprio Darwin para o tema só veio uma década mais tarde com os dois volumes de "A descendência do Homem e Selecção em relação ao Sexo" em 1871. No segundo volume, Darwin introduziu por completo o seu conceito de selecção sexual e explicou a evolução da cultura humana, as diferenças entre os sexos, a diferenciação entre raças.
Um ano mais tarde, Darwin publicou seu último grande trabalho, "The Expression of the Emotions in Man and Animals", que era focado na evolução da psicologia humana e sua continuidade como comportamento animal.
Darwin morreu em Downe, Kent, Inglaterra, a 19 de Abril de 1882. Ele deveria ter sido enterrado no jardim da igreja de St Mary em Downe, mas atendendo ao pedido de seus colegas cientistas, William Spottiswoode (Presidente da Royal Society) arranjou maneira para que ele tivesse um funeral de estado e Darwin foi enterrado na Abadia de Westminster próximo a Charles Lyell, William Herschel e Isaac Newton.
Darwinismo
Fundamentos
Influencia da Geologia:
Charles Lyell foi uma das personalidades que mais influenciou Darwin, pois este geólogo na época admitiu que:
. As leis são constantes no espaço e no tempo;
. Se deve explicar o passado a partir de dados do presente;
. Na longa história da Terra decorreram permanentemente mudanças geológicas lentas e graduais.
Durante a viagem no Beagle, Darwin observou ainda numerosos fósseis, tendo descoberto nas rochas dos Andes, a milhares de metros de altitude, fósseis de conchas de animais marinhos.
É provável que tenha admitido que, se a terra tem milhões de anos e está em mudanças constantes e graduais, então, de um modo semelhante, a vida sobre a terra poderia ter seguido o mesmo percurso. Os seres experimentam ao longo dos anos mudanças contínuas e graduais, inicialmente imperceptíveis, mas que com o tempo acabam por ter significado.
Influencia da Biogeografia:
A grande diversidade de seres vivos e o aspecto exótico que, por vezes, assumem algumas espécies, bem como a constatação de que a fauna e a flora diferiam de continente para continente e das montanhas para os desertos, constituem elementos relevantes na formulação da teoria de Darwin.
Darwin em meados de Setembro de 1835, chegou às ilhas das Galápagos. Tratava-se dum arquipélago vulcânico, que apresentava uma fauna e uma flora peculiares. Charles Darwin ficou sobretudo impressionado com as tartarugas e com um grupo de aves, os tentilhões, que ficaram conhecidos por tentilhões de Darwin.
As tartarugas gigantes das ilhas Galápagos apresentam sete variedades diferentes, cada uma delas correspondendo a uma ilha. Contudo apesar das diferenças, este animais são extraordinariamente semelhantes entre si, fazendo supor que tenham tido um origem em comum.
Os tentilhões de Darwin são pequenas aves que apresentam uma grande diversidade à volta de um padrão comum. As 14 espécies de tentilhões, apesar de muito semelhantes, podem distinguir-se sobre tudo pela forma e tamanho do bico, o que está associado ao que cada um come.
Depois de analisar todos os dados, Darwin concluiu que as ilhas povoadas a partir do continente sul-americano e que as características particulares de cada ilha condicionaram a evolução de cada espécie e daí a sua diferenciação.
Relação Bico – Alimento
Malthusianismo:
No Outono de 1838, Darwin leu um trabalho publicado pelo e economista e teólogo Thomas Malthus.
De acordo com Malthus, a população humana tende a crescer para além das possibilidades do meio para a sustentar. Então se os factores externos, como doenças e falta de alimento, não limitassem o crescimento da população humana, esta duplicaria de 25 em 25 anos.
Darwin utilizou as ideias de Malthus relativamente à população humana e adaptou-as as populações animais.
Por exemplo, os elefantes tem uma baixa taxa de reprodução, se um casal procriasse dos 30 aos 90 anos e tivesse apenas seis crias neste período de tempo, os seus descendentes poderiam originar
19 milhões de elefantes em 750 anos. No entanto, isso não acontece, o número de elefantes mantém-se constante.
Na enorme diversidade do mundo do mundo vivo, e devido à escassez de recursos, vai ocorrer uma luta pela sobrevivência e, como resultado dessa competição, a partir de certa altura a mortalidade compensa a natalidade e crescimento da população estabiliza.
Selecção Artificial:
Na procura de uma explicação para a evolução das espécies, Darwin pode contar com a experiência que ele próprio possuía, como criador de pombos intervindo directamente em processos de selecção artificial.
Segundo o raciocínio de Darwin, se se pode obter tanta diversidade por selecção artificial, de um modo análogo é possível que ocorra na natureza uma selecção influenciada por factores ambientais, designada por Seleção Natural.
Teoria da Seleção Natural
Devido a diversas influencias, mencionadas anteriormente, Darwin formulou a sua Teoria com um conteúdo que pode estabelecer-se da seguinte forma:
. Os seres vivos, mesmo os da mesma espécie, apresentam variações entre si.
. As populações têm tendência para crescer em progressão geométrica.
. O número de indivíduos de uma espécie geralmente não se altera muito de geração em geração.
. Em cada geração uma boa parte dos indivíduos é naturalmente eliminada porque se estabelece entre eles uma “luta pela sobrevivência”, devido à competição pelo alimento, pelo refúgio e pela capacidade de fuga aos predadores.
. Sobrevivem os indivíduos que estiverem mais bem adaptados, isto é, os que possuírem as características que lhes conferem qualquer vantagem em relação aos restantes. Os menos aptos ao longo do tempo serão eliminados progressivamente. Existe, pois, uma selecção natural, processo que ocorre na natureza e pelo qual só os indivíduos mais bem dotados relativamente a determinadas condições do ambiente sobrevivem – “sobrevivência do mais apto”.(ex.1)
. Os indivíduos mais bem adaptados vivem durante mais tempo e reproduzem-se mais, transmitindo as suas características à descendência, ou seja, verifica-se uma reprodução diferencial. A acumulação das pequenas variações determina a longo prazo a transformação e o aparecimento de novas espécies.
Pode, pois, considerar-se que o tempo e a reprodução diferencial das formas favorecidas em relação às menos aptas produzem mudanças nas espécies existentes, conduzido à formação de novas espécies.
Esta teoria pode ser provada através das tartarugas das Galápagos, bem como, os tentilhões, contudo esta selecção pode ser influenciada pelo homem, o que pode ser provado através de um borboleta inglesa, a Biston Betularia. (ex.1)
Exemplo 1 – Borboleta Biston Betularia
As borboletas Biston Betularia de cor clara confundem-se com os troncos das árvores cobertos de líquenes onde poisam, passando despercebidas aos predadores. A forma escura, pelo contrário, é facilmente detectada pelas aves que se alimentam destas borboletas.
Quando o tronco das árvores se tornou enegrecido pelo fumo resultante da poluição industrial, a borboleta mais susceptível de ser apanhada pelos predadores passou a ser a branca.
Nesta nova situação, a selecção natural tende a eliminar a forma clara e a favorecer a forma escura. A borboleta escura e agora uma forma mais apta no novo ambiente. Nas zonas não poluídas, borboletas clara continua a ser a forma dominante.
E de ter em conta que devido a acção do Homem, ocorreu uma evolução em cerca de 50 anos que, de outro modo, demoraria muito mais tempo. Trata-se contudo, de uma selecção natural rápida determinada por uma modificação ambiental introduzida pela actividade humana.
Publicação e Reacção à Teoria
Darwin escreve a sua teoria na forma de um livro, contudo com grande esforço visto que estava doente. O livro recebeu o título "Sobre a origem das espécies por meio de selecção natural" e, quando foi colocado à venda em 22 de Novembro de 1859, esgotou o stock de 1250 cópias rapidamente. Naquela época, o termo "evolucionismo" implicava em criação sem intervenção divina e, por isso, Darwin evitou usar as palavras "evolução" ou "evoluir", embora o livro terminasse anunciando que "um número incontável das mais belas e maravilhosas formas evoluíram e estão evoluindo". O livro só mencionava brevemente a ideia de que os seres humanos também deveriam evoluir tal qual outros organismos.
O livro de Darwin iniciou uma controvérsia pública que ele acompanhou atentamente, obtendo recortes de jornais, críticas, artigos, sátiras e caricaturas. Críticos foram rápidos em apontar as implicações não discutidas no livro de que
"E se os homens fossem descendentes de macacos?".
Esta nova teoria ia contra tudo a que a igreja defendia, foi imediatamente recusada, pois a teoria tinha grandes implicações quanto à criação da vida.
Entretanto, houve artigos favoráveis, entre eles, uma publicação do The Times escrita por Huxley que incluía críticas a Richard Owen, um expoente do meio científico que Huxley estava a tentar desacreditar. Owen pareceu inicialmente neutro mas então escreveu um artigo condenando o livro.
O corpo científico da Igreja da Inglaterra, incluindo os antigos tutores de Darwin em Cambridge, Sedgwick e Henslow, reagiu contra o livro, embora ele tenha sido bem recebido por uma nova geração de jovens naturalistas.
O confronto mais famoso ocorreu num encontro da Associação Britânica para o Avanço da Ciência em Oxford. O professor John William Draper fez uma longa apresentação sobre Darwin e progresso social e, então, Samuel Wilberforce, o bispo de Oxford, atacou as ideias de Darwin.
O próprio Darwin não defendia suas ideias em público, embora ele lesse avidamente tudo sobre o debate. Ele encontrava-se frequentemente doente e apenas fazia comentários através de cartas e correspondência.
O seu círculo central de amigos cientistas – Huxley, Hooker, Charles Lyell e Asa Gray – activamente colocaram o seu trabalho em discussão nos palcos científico e público, defendendo-o de muitos críticos e ajudando-o a ganhar o respeito que lhe valeu a medalha Copley da Royal Society em 1864. A teoria de Darwin também foi usada como base para vários movimentos da época e tornou-se parte da cultura popular.
O livro foi traduzido para muitos idiomas e teve numerosas reimpressões. Ele tornou-se um texto científico acessível tanto para aos novos e curiosos cidadãos da classe média quanto para os trabalhadores e foi aclamado como o mais controverso e discutido livro científico de todos os tempos.
Publicações
(Em ingles)
. 1836: A LETTER, Containing Remarks on the Moral State of TAHITI, NEW ZEALAND.
. 1839: Journal and Remarks (The Voyage of the Beagle) Zoology of the Voyage of H.M.S. Beagle: publicado entre 1839 e 1843.
. 1842: The Structure and Distribution of Coral Reefs
. 1844: Geological Observations of Volcanic Islands
. 1846: Geological Observations on South America
. 1851: A Monograph of the Sub-class Cirripedia
. 1851: A Monograph on the Fossil Lepadidae; or, Pedunculated Cirripedes of Great Britain
. 1854: A Monograph of the Sub-class Cirripedia, with Figures of all the Species. The Balanidae (or Sessile Cirripedes); the Verrucidae, etc.
. 1854: A Monograph on the Fossil Balanidæ and Verrucidæ of Great Britain
. 1858: On the Perpetuation of Varieties and Species by Natural Means of Selection
. 1859: On the Origin of Species by Means of Natural Selection.
. 1862: On the various contrivances by which British and foreign orchids are fertilised by insects
. 1868: Variation of Plants and Animals Under Domestication
. 1871: The Descent of Man and Selection in Relation to Sex
. 1872: The Expression of Emotions in Man and Animals
. 1875: Movement and Habits of Climbing Plants
. 1875: Insectivorous Plants
. 1876: The Effects of Cross and Self-Fertilisation in the Vegetable Kingdom
. 1877: The Different Forms of Flowers on Plants of the Same Species
. 1879: "Preface and 'a preliminary notice'" em Erasmus Darwin de Ernst Krause
. 1880: The Power of Movement in Plants
. 1881: The Formation of Vegetable Mould Through the Action of Worms
. 1887: Autobiography of Charles Darwin (editado por seu filho Francis Darwin).
Cronologia de Vida
. 1809 – Nasce dia 12 de Fevereiro, Charles Darwin.
. 1817 - Morre a mãe. Darwin entra na escola de Shrewsbury.
. 1825 – Diploma-se como estudante medíocre.
. 1826 - Frequenta a Real Sociedade de Edimburgo e outras sociedades científicas.
. 1828 - O pai de Darwin matricula-o no Christ's College de Cambridge.
. 1831 - É convidado para ocupar o cargo de naturalista oficial do Almirantado britânico a bordo do Beagle, um navio pronto a zarpar para uma missão geográfica ao redor do mundo. Aceita o convite e parte da Inglaterra no dia 27 de Dezembro.
. 1832 - Visita as Canárias (Jan.), a ilha Fernando de Noronha (Fev.) e Salvador, na Bahia. No dia 4 de Abril chega ao Rio de Janeiro onde permanece até ao dia 5 de Julho. Visita, a seguir, o Uruguai, a Argentina e a Terra do Fogo.
. 1833/36 - Explora e observa a fauna, a flora e a geologia de diversos países: Argentina, Patagónia, Terra do Fogo, arquipélago Chonos, ilha Chiloé, Chile, planaltos dos Andes, ilhas Galápagos, Taiti, Austrália, Nova Zelândia, ilhas Cocos, África do Sul, ilha Ascensão.
. 1839 - Casa-se com Ema Wedgwood. (fig.). Nasce seu primeiro filho, William.
. 1849 - Morre, em Shrewsbury, o pai de Darwin, este não vai ao enterro porque está doente.
. 1851 – Morre com 10 anos, a sua filha preferida Annie.
. 1853 – Recebe a Medalha da Sociedade Real.
. 1878 - É eleito membro correspondente do Instituto Francês e da Academia de Ciências de Berlim.
. 1879 – Recebe o Prémio Bressa da Real Academia de Turim.
. 1882 - Morre no dia 19 de Abril, sendo sepultado na Abadia de Westminster no dia 26 do mesmo mês, entre os túmulos de Newton e Herschel.
Curiosidades
A Tartaruga de Darwin
Em 1835, quando Charles Darwin visitou as Ilhas Galápagos durante a sua viagem à volta do mundo. Darwin desembarcou nas ilhas e procurou capturar animais desconhecidos e catalogá-los. Umas das atracções do arquipélago eram as suas tartarugas gigantes, classificadas na espécie Geochelone nigra, que abundavam em todas as ilhas. A tripulação entusiasmou-se com estes animais e, quando partiram, levaram consigo quatro juvenis. Já de regresso a Inglaterra, duas das tartarugas morrem e as outras duas são enviadas para a Austrália (1841). Uma delas acaba por morrer em 1929 no Jardim Botânico de Brisbane, contudo a outra de nome Harriet, viveu 175 anos e acaba por morrer no Jardim Zoológico de Beerwah em Julho de 2006. Era o animal mais velho da terra.
Bibliografia
Internet:
www.darwin.ru.net
www.vidaslusofonas.pt/charles_darwin.htm
www.charles-darwin.com
www.aboutdarwin.com
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Doença de Huntington
O que é?
A doença de Huntington é uma disfunção cerebral hereditária que evolui com degeneração (ocorrem alterações no funcionamento das células) corporal e mental e que afecta pessoas de todas as raças, em todo mundo (5 a 10 pessoas em cada 100 mil). Recebeu o nome do Dr. George Huntington, médico americano.
Antigamente, esta doença era conhecida como Coreia de Huntington ou abreviado C.H., mas agora é chamada de doença de Huntington ou D.H., porque a coreia apenas descreve um dos sintomas desta doença.
Foram nos últimos 20 anos, que muito se aprendeu sobre as causas e efeitos da DH e sobre tratamentos, terapias e técnicas para lidar com os sintomas da doença. Após uma longa busca, os cientistas encontraram o gene que causa a DH e avanços importantes fluíram a partir dessa notória descoberta. Hoje em dia, muitos cientistas ainda estão activamente envolvidos na busca de tratamentos efectivos, para fazer cessar ou reverter os efeitos da DH e, eventualmente, curá-la de forma definitiva.
Quais as causas da doença?
O gene é uma pequena quantidade de um cromossoma que contem uma determinada informação genética, por exemplo a cor dos olhos.
Sabe-se que um gene é composto por nucleótidos (compostos por uma base azotada, um grupo fosfato e uma pentose) que quando se agrupam formam blocos. Nesta doença há problemas com a quantidade de blocos no gene.
A sequência dos nucleótidos citosina, adenina e guanina (CAG) codifica a glutamina. No gene do cromossoma 4 de um indivíduo saudável, esta sequência tem, geralmente, menos de 20 repetições, mas num indivíduo portador do gene Huntington existem mais de 36 repetições no gene defeituoso. A proteína codificada por este gene (não tem função definida) foi denominada huntingtina. A doença localiza-se no braço mais curto do cromossoma 4 (4p16.3).
Cada um de nós possui 46 cromossomas homólogos, em que 23 cromossomas são herdados da mãe e os outros 23, herdados do pai. Há dois tipos de cromossomas: os autossomas, que são os primeiros 22 pares e os cromossomas heterossomas (ligados ao sexo), ou seja, o 23º par (XX no cariótipo feminino e XY no cariótipo masculino).
Os indivíduos possuem cromossomas homólogos, cujos genes informam para a mesma característica e com informação diferente. Para que a cólera de Huntington se manifeste basta que um dos cromossomas homólogos contenha o gene com essa informação, por isso a doença é dominante.
O estudo deste cromossoma permitiu que se soubesse a natureza do problema mesmo antes de começarem os sintomas, isto é, quando a doença ainda é assintomática.
Normalmente, a doença de Huntington manifesta-se entre os 25 e os 60 anos, sendo a média entre os 35 anos. Existe uma forma juvenil desta doença (conhecida como DH juvenil) que afecta os jovens até aos 25 anos. Depois dos 70 anos as hipóteses do aparecimento da doença são reduzidas, o que não significa que não a possam vir a ter.
Hereditariedade
É uma doença autossómica dominante. Como é autossómica não é transmitida através dos cromossomas sexuais e por isso tanto o homem como a mulher têm a mesma probabilidade de herdar o gene. É uma doença passada de um pro-genitor para o descendente e sendo dominante os descendentes tornam-se doentes se receberem no mínimo um gene com a informação de Huntington, logo existem 50% de hipóteses de serem afec-tados. A anomalia surge em gerações sucessivas, aqueles que a não herdam, não irão desenvolver a doença, nem os seus filhos.
D- alelo que informa para a presença da doença de Huntington (dominante)
d- alelo que informa para a ausência da doença (recessivo)
d
d
D
Dd
Dd
d
dd
dd
Quadro 1: Xadrez mendeliano
Resultados:
P(Dd) = 50% (descendência saudável)
P(dd) = 50% (descendência com doença de Huntington)
Quais os sintomas?
Os sintomas da DH variam amplamente de pessoa para pessoa, mesmo dentro da mesma família. Para alguns, os movimentos involuntários podem ser proeminentes mesmo nos estágios iniciais. Para outros, eles podem ser menos evidentes e sintomas emocionais e comportamentais podem ser mais óbvios.
A doença de Huntington provoca vários sintomas que advêm da degeneração das células cerebrais:
Sintomas Emocionais / Comportamentais:
Depressão, irritabilidade, ansiedade e apatia são frequentemente encontrados na DH. Algumas pessoas podem ficar em depressão por um período de meses ou mesmo anos antes que isto seja reconhecido como um sintoma inicial. Mudanças comportamentais podem incluir explosões agressivas, impulsividade, mudança de humor e afastamento social. Frequentemente, traços de personalidade existentes serão exacerbados pela DH, por exemplo, uma pessoa que tinha tendência a ser irritável, irá se tornar ainda mais irritável.
Sintomas Cognitivos / Intelectuais:
Mudanças intelectuais leves são os primeiros sinais de perturbação cognitiva. Elas podem envolver habilidade reduzida para organizar assuntos de rotina, ou para lidar efectivamente com situações novas. A memória também é alterada, os doentes têm um envelhecimento precoce mental . As tarefas de trabalho tornam-se mais difíceis.
Sintomas Motores:
Os sintomas físicos podem, inicialmente, consistir de inquietação, contracções musculares ou agitação excessiva. A escrita pode mudar. As habilidades do dia-a-dia envolvendo coordenação e concentração, tal como conduzir, tornam-se mais difíceis. Esses sintomas iniciais evoluem gradualmente para movimentos involuntários (coreia) mais marcados da cabeça, tronco e membros - que frequentemente levam a problemas para andar e manter o equilíbrio. A fala e a deglutição podem ficar prejudicadas. Os movimentos em geral tendem a aumentar durante esforço voluntário, stress ou excitação, e diminuir durante o descanso e o sono.
A partir do momento em que começam os sintomas o doente tem entre 10 a 15 anos de vida, morrendo, normalmente, vítimas de pneumonia ou de quedas graves.
Os sintomas que da doença advêm da degeneração das células nervosas, que como se pode observar no esquema, estão relacionadas com o sistema nervoso, mais especificamente, o sistema nervoso central (afectado pela doença) que tem uma grande importância no controlo dos sistemas do corpo.
É necessário ter em conta que as células nervosas não se multiplicam e por isso as doenças que afectam estas células possuem sintomas idênticos.
Como já foi dito, a DH é uma doença degenerativa cujos sintomas são causados pela perda marcante de células nervosas numa parte do cérebro denominada de corpo estriado, especialmente no núcleo caudado e no globo pálido.
Dos sintomas apresentados os mais relevantes são: a descoordenação e a perda progressiva de memória.
A descoordenação está relacionada com o mal funcionamento de estruturas do cérebro e cerebelo que, pertencendo ao sistema nervoso central, são lesadas afectando a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa (ataxia).
No cérebro existe uma estrutura responsável pela memória chamada de hipocampo. O hipocampo situa-se nos lobos temporais do cérebro humano e a sua função é transformar a memória de curto prazo em memória de logo prazo. Não só nesta doença, mas noutras, os doentes perdem a memória, chegando a um ponto em que não conhecem os próprios familiares, como marido, filhos, netos, etc.
A alteração de comportamento (depressão, nervosismo, ansiedade) também é bastante frequente nos doentes de Huntington e ocorre quando as amígdalas (estruturas situadas nos lobos temporais) não funcionam correctamente ou são removidas. Normalmente os doentes com este mal não conseguem distinguir uma situação de medo de uma situação normal, tem os níveis hormonais de stress baixos e podem tornar-se dóceis, estes comportamentos correspondem a uma outra síndrome chamada Klüver-Bucy, que pode afectar os doentes de Huntington e também pessoas com outros tipos de doenças.
Quais as etapas da DH?
Embora a forma e a gravidade dos sintomas varie de pessoa para pessoa, o desenvolvimento da DH pode ser dividido basicamente em três estágios:
Etapa Inicial:
No início da doença, as manifestações incluem mudanças subtis na coordenação, talvez alguns movimentos involuntários, dificuldade de pensar sobre problemas, e, frequentemente, humor depressivo ou irritável. Neste estágio, a medicação é frequentemente efectiva no tratamento da depressão e outros sintomas emocionais. É um bom momento para começar a planear o futuro. Planos financeiros devem ser feitos e documentos legais (um testamento, por exemplo) devem ser redigidos.
Etapa intermédia:
Os movimentos involuntários (coreia) podem tornar-se mais pronunciados. A fala e a deglutição irão começar a ser afectadas. É importante consultar um fonoaudiólogo que poderá oferecer instruções e estratégias para melhorar as habilidades de comunicação e deglutição. Da mesma forma, terapeutas físicos e ocupacionais podem desenvolver programas que ajudem a manter o mais alto nível possível de funcionamento e assim melhorar a qualidade de vida.
As habilidades de pensamento e raciocínio lógico também irão diminuir gradualmente. Neste estágio pode se tornar cada vez mais difícil manter um emprego e desempenhar as responsabilidades de manutenção da casa. Aqui, mais uma vez, estratégias simples podem ser empregadas para ajudar a diminuir a frustração, melhorar o funcionamento e prolongar a independência. Por exemplo, pode-se lidar com a desorientação e perda de memória recente etiquetando as gavetas, mantendo uma rotina diária e deixando à vista um calendário em que se liste compromissos e eventos.
Etapa avançada:
As pessoas num estágio avançado de DH podem ter coreia grave, mas, mais frequentemente, tornam-se rígidas. Engasgos com a comida tornam-se uma preocupação maior, bem como a perda de peso. Neste estágio as pessoas com DH são totalmente dependentes dos outros para todos os aspectos de cuidados, não podem mais andar e não são capazes de falar.
Embora as habilidades cognitivas sejam intensamente prejudicadas, é importante lembrar que, em geral, a pessoa ainda está consciente do seu meio ambiente, continua capaz de compreender a linguagem, tem consciência daqueles que ama e dos outros.
As pessoas não morrem da própria DH, mas sim de complicações da imobilidade causada pela doença, tais como engasgo, infecções ou traumatismos cranianos.
O que parece, mas não é, doença de Huntington?
Podem aparecer movimentos de alguns membros do corpo, face ou tronco com evolução mas noutras condições como a esquizofrenia e a coréia senil.
Para que se saiba ao certo quando se possui a doença de Huntington, faz-se um teste genético que são capazes de identificar o gene defeituoso a partir de uma amostra de sangue, no entanto, só é possível sujeitar-se a este exame a partir dos 18 anos.
Os resultados obtidos permitem que se consiga realizar o diagnóstico, mas é impossível determinar-se quando os sintomas começarão a aparecer.
Como é a vida de um indivíduo com Huntington?
O doente, inicialmente, tem uma vida normal sem sequer se aperceber da doença. A partir do momento em que aparecem os sintomas e se realizam os exames médicos, o paciente terá mais dificuldades e necessitará da ajuda de terceiros.
Com a evolução da doença, o indivíduo irá ficar com faltas de memória, terá dificuldade em alimentar-se, a andar, visto que os movimentos se tornam descoordenados e a sua maneira de ser irá mudar ficando agressivo e irritado.
Na fase final da doença, o indivíduo não pode viver sozinho, nem sequer consegue andar, por isso é que os doentes acabam por morrer devido a lesões de quedas graves.
Qual o papel da Família perante a DH?
A DH é uma doença familiar devido ao seu impacto sobre todos os membros da família. Conforme a doença progride, o papel do familiar da pessoa afectada irá mudar também gradualmente. O membro familiar terá que assumir mais cuidados com a casa, as tomadas de decisão e deveres para com os elementos mais novos, pois o doente não será mais capaz de cumprir essas tarefas.
Crianças e adolescentes terão que enfrentar viver com uma mãe ou um pai que é doente, e cujo comportamento pode ser estranho. Eles podem até mesmo ser chamados para participar nos cuidados do pai ou mãe. Para os pais, contar às crianças sobre a DH poderá trazer perguntas difíceis. Deverão contar às crianças sobre a DH? Em caso afirmativo, em que idade? Quando uma criança está suficientemente madura para lidar com a ideia de estar em risco para a DH?
Não há respostas fáceis, especialmente porque as crianças desenvolvem-se a diferentes ritmos e cada situação familiar é diferente. Em geral, é uma boa ideia ser tão aberto quanto possível, sem ser alarmista e dar conhecimento dos factos pouco a pouco. Desta forma, a criança poderá desenvolver uma consciência gradual da DH, mais do que ficar subitamente espantada pela informação.
De nada adianta tratar a DH como um segredo familiar vergonhoso, uma vez que a criança ou adolescente um dia irá descobrir a respeito dela. Esconder a verdade pode levar à desconfiança e ressentimento.
Existe tratamento para a doença de Huntington?
Não há nenhum tratamento para impedir completamente progressão da doença, mas certos indícios podem ser reduzidos ou aliviados através da utilização de medicação e métodos cuidados.
Medicação:
Os especialistas receitam medicamentos, de acordo com os sintomas de cada um, para aliviar certos indícios de maneira a que diminuam, mas existem efeitos colaterais causados pelos químicos como garganta seca, vertigens, etc.
Nutrição:
A nutrição é um papel importante no tratamento. A maioria que sofre de DH precisa de conselhos de um nutricionista. Normalmente, observa-se um emagrecimento intenso mesmo seguindo dietas equilibradas.
Potenciais tratamentos:
Implante de Células Estaminais
Este tratamento tem por base a substituição de neurónios mortos através de uma injecção de Células Estaminais na área afectada. Se suficientes neurónios mortos são substituídos, os indícios são aliviados. Esta experiência teve algum rendimento em animais modelos.
«Pesquisadores da UT Southwestern Medical Center descobriram que drogas usadas comummente para tratar doenças psiquiátricas e sanguíneas em humanos podem proteger as células cerebrais que morrem nas pessoas com a doença de Huntington, possivelmente retardando o início da doença e reduzindo a sua velocidade de progressão.»
Proceedings of the national academy of sciences - 31.01.2005
Curiosidades
Cromossoma 4
Características:
· número de pares de bases: 186 000 000
· número de genes: entre 110 e 700
· percentagem de DNA que representa: 6% a 6,5%
· gene: HD – huntingtina (responsável pala doença de Huntington)
Algumas doenças relacionadas com o cromossoma 4 do genótipo humano:
· síndrome de Ellis-van Creveld (doença congénita do coração, distrofia de unhas e dentes, graus elevados de deficiência mental)
· hipocondroplasia (nanismo)
· acondroplasia (forma mais comum do nanismo rizomélico)
· doença de Huntington
· acidemia metilmalónica (distúrbios metabólicos fazendo com que se acumule o ácido metilmalônico no corpo)
· síndrome de Muenke (ossos do crânio ligam-se uns aos outros prematuramente provocando mal formações no crânio e na face)
· surdez não-sindrómica
· surdez não-sindrómica, autossómica dominante
· síndrome de Romano-Ward (intervalo QT logo no electrocardiograma que provoca morte súbita)
· doença de Parkinson (desordem progressiva do movimento devido à disfunção dos neurónios secretores de dopamina nos gânglios da base)
· displasia tanatofórica (displasia óssea letal caracterizada por encurtamento de costelas e membros, encurvamento de ossos longos e anomalias vertebrais)
· displasia tanatofórica (tipo 1)
· displasia tanatofórica (tipo 2)
· cancro da bexiga
· doença renal policística (doença de carácter hereditário relacionada com os rins)
Referências Culturais
Livros
· Valley of the Dolls de Jacqueline Susann (1966);
· Galapagos de Kurt Vonnegut (1985);
· Daimler de Pal Johan Karlsen (2002);
· Saving Jasey de Diane Tulson (2002);
· Double Helix de Nancy Werlin (2004);
· It's a Bird de Steven T. Seagle (2004);
· Saturday de Ian McEwan (2005).
Filmes
· Alice's Restaurant de Arlo Guthrie (1969).
Televisão
· Série All Saints de Dr. Samantha O'Hara;
· Episode "Need to Know" - Everwood;
· Personagens dos episódios "Padar" e "the Sins of the Father" - Gene Roddenberry's Earth: Final Conflict;
· Angie Padgett do episódio "In Which Charlotte Goes Down the Rabbit Hole" - Private Practice.
· A personagem conhecida como "Thirteen", no episódio "You Don't Want to Know" - House;
· Episódio da BBC - Waterloo Road.
Organizações
Símbolo de "International Huntington Association"
O nosso símbolo compõe-se em duas partes importantes: uma representa a cabeça e a outra a parte superior do tronco e com ele se pretende dar a entender que a doença de Huntington pode afectar tanto a capacidade mental como a física. Porque esta doença reduz a função normal duma pessoa, foi colocado dentro do símbolo uma imagem inversa ou negativa. A mais pequena representa as capacidades mentais e/ou físicas que debilita a pessoa afectada.
O símbolo representa uma flor dentro de uma planta em crescimento e cheia de vida, que mostra o apoio e a protecção que uma associação pode dar às pessoas necessitadas.
UPADH - União dos Parentes e Amigos dos Doentes de Huntington
Organização sem fins lucrativos que tem como objectivo dar apoio e orientação às famílias dos portadores de DH, bem como:
· tornar conhecida a doença;
· aproximar portadores, familiares, médicos e cientistas;
· estimular pesquisas;
· criar centros de atendimento especializado nas diversas regiões.
APDH - Associação Portuguesa de Doentes de Huntington
Contactos:
Abilio Mendes
Rua Dr. Afonso Costa 30, 8500-016 Alvor
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Biografia de George Huntington
George Huntington nasceu em 1890 e morreu a 1916. Era um médico americano formado na Universidade de Colômbia, em Nova York.
A doença descrita neste trabalho tem o seu nome visto que foi o primeiro a descreve-la aos 22 anos, um ano depois de ter começado a estudar na faculdade, em um de apenas dois papéis académicos escritos. Este papel foi publicado em 1872 no repórter médico e cirúrgico de Filadélfia.
O seu pai, George Lee Huntington, e avô, Dr. Abel Huntington, também eram médicos do mesmo ramo. As pesquisas realizadas por eles mais as suas pesquisas eram bastante precisas a descrever a doença, que afectava várias gerações de uma família em East Hampton, Long Island.
William Osler «In the history of medicine, there are few instances in which a disease has been more accurately, more graphically or more briefly described.», o que quis dizer foi que na história da medicina nunca ninguém tinha descrito com tanta perfeição uma doença.
George Huntington não deve ser confundido com George Summer Huntington, anatomista. Ambos estudaram medicina e cirurgia mas seguiram ramos diferentes.
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