segunda-feira, 28 de maio de 2012

FENÔMENO DAS MARÉS


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FENÔMENO DAS MARÉS

Astronomia e Hidrologia. Embora sua produção resulte de um mecanismo teórico simples (movimento oscilatório da massa líquida dos oceanos produzido pela atração gravitacional do Sol e da Lua), as marés manifestam-se de maneira extremamente complexa e muito variável segundo o lugar onde são observadas. Seu ritmo e amplitude são de fato ligados  não somente à posição relativa da Terra, do Sol e da Lua, que se modifica a cada dia, mas também às irregularidades do contorno e da profundidade das bacias oceânicas. De modo geral, o fenômeno, ao qual a rotação da Terra, conjugada ao movimento
orbital da Lua, confere, em dado lugar, seu caráter periódico, pode ser considerado como a superposição de um grande número de ondas e apresenta, segundo os lugares, um caráter diurno (uma preamar e uma baixa-mar a cada 24h 50min), semidiurno (duas preamares e duas baixa-mares em 24h 50min) ou misto(desigualdades na duração das preamares e baixa-mares). Nos mares fechados, as amplitudes são quase sempre nulas ou quase nulas. Ao contrário, nas costas precedidas de uma vasta plataforma continental, são muito elevadas: 19,6m na baía de Fundy (Canadá); até 16,1m na baía do Mont-Saint-Michel (França). No Brasil, as maiores amplitudes de maré, de 9 a 10m, ocorrem no litoral norte (Maranhão, Para, Amapá).

 E se a Lua não existisse?

              A importância da Lua sobre a Terra e sobre as marés.

      Faltaria inspiração para os poetas e assunto para os namorados. Mas você não precisa se preocupar com isso, pois sem a Lua provavelmente não haveria nem poetas nem namorados. A nossa espécie nem sequer teria surgido. É que o satélite natural da Terra, enquanto dá voltas, puxa o planetas com sua gravidade e isso determinou a evolução do homem.
     Se não fosse esse puxão, a rotação da Terra ficaria frouxa como a de um pião que perde a velocidade. O eixo do planeta mudaria de posição a toda hora de uma maneira tão caóticas que às vezes os pólos ficariam apontados para o Sol. Segundo o astrônomo Walmir Cardoso, coordenador da Sociedade Brasileira para o Ensino da Astronomia, o clima enlouqueceria. Séculos quentíssimos se alternariam com outros em que camadas de milhares de quilômetros de gelo cobririam os continentes. Nevascas, furacões, enchentes e secas seriam coisa corriqueira. “Com um tempo desses, ficaria tão difícil sobreviver que não dá para acreditar que seres inteligentes como os humanos pudessem se desenvolver”, afirma Cardoso.
     Ainda assim, se com todos esses obstáculos uma civilização despontasse, ela teria que ser bem diferente da nossa. A boa notícia é que as mulheres se livrariam da tensão pré-menstrual. “Provavelmente devemos o ciclo da menstruação ao luar”,diz o paleontólogo Reinaldo Bertine, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). É que nossos ancestrais de sexo masculino caçavam de noite, quando os animais saem das tocas, e sobretudo na lua cheia, quando há mais luz. Na lua nova, portanto,eles ficavam em casa com as esposas. “Só as mulheres férteis nesse período tinham filhos”, afirma Bertine. Com o tempo, o organismo feminino adaptou-se ao ciclo da Lua, de 28 dias.
     Sem o astro,também os mares se tornariam bem diferentes do que são hoje. Sumiriam as grandes variações de maré, provocadas pelo puxão gravitacional da Lua. A maioria dos animais seria aquática porque, dentro da água, a temperatura sobe e desce mais devagar. Dessa forma, o mar protegeria os bichos do clima maluco. Talvez a civilização humana se parecesse com a da mítica Atlântida.
     A sorte desses seres marinhos é que haveria mais oceanos na Terra. O nosso satélite é um naco terrestre que foi arrancado quando um planeta desenfreado chamado Orpheus bateu em nós há 4 bilhões de anos. Orpheus tinha o tamanho de Marte e a terra era bem maior. Os geólogos estudaram rochas daquele tempo e concluíram que havia mais água aqui antes da trombada interplanetária. O liquido evaporou e escapou da atmosfera com a violência da pancada. Se isso não tivesse acontecido, a Lua jamais teria existido e os oceanos dominariam a Terra.
     Outro efeito da ausência do satélite é que os dias seriam mais curtos. Isso porque a gravidade lunar, além de segurar o eixo da Terra, faz com que a velocidade da rotação do nosso planeta diminua lentamente. Se não houvesse um satélite ao nosso redor, esse freamento não ocorreria e a Terra continuaria rodando muito rápido. Cada volta iria se completar em 15 horas. Essa seria a duração do dia.
         A Lua é tão importante que um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, nos Estados Unidos, já está pensando numa solução para o dia em que ela for embora. O satélite, enquanto roda, está lentamente fugindo de nossa órbita: escapa entre 1e3 centímetros a cada ano. Daqui a alguns milênios, ela estará tão distante que a gravidade terrestre não conseguirá segurá-la por perto. Para evitar essa desgraça os americanos acham que teremos que capturar um satélite de Júpiter e traze-lo para o lugar da velha Lua.       
             
 FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão




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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL


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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Você já parou para pensar no que significa a palavra "progresso"? Pois então pense: estradas, indústrias, usinas, cidades, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir e que não conseguimos nem ao menos imaginar. Algumas partes desse processo todo são muito boas, pois melhoram a qualidade de vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como no transporte, comunicação, saúde, etc. Mas agora pense só: será que tudo isso de bom não tem nenhum preço? Será que para ter toda essa facilidade de vida nós, humanos, não pagamos nada?
Você já ouviu alguém dizer que para tudo na vida existe um preço? Pois é, nesse caso não é diferente. O progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, destruído o planeta Terra e a Natureza. Um estudioso do assunto disse uma vez que é mais difícil o mundo acabar devido a uma guerra nuclear ou a uma invasão
extraterrestre (ou uma outra catástrofe qualquer) do que acabar pela destruição que nós, humanos, estamos provocando em nosso planeta. Você acha que isso tudo é um exagero? Então vamos trocar algumas idéias.
E o Desenvolvimento Sustentável?
O atual modelo de crescimento econômico gerou enormes desequilíbrios; se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura no mundo, por outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia. Diante desta constatação, surge a idéia do Desenvolvimento Sustentável (DS), buscando conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, ainda, ao fim da pobreza no mundo.
As pessoas que trabalharam na Agenda 21escreveram a seguinte frase: "A humanidade de hoje tem a habilidade de desenvolver-se de uma forma sustentável, entretanto é preciso garantir as necessidades do presente sem comprometer as habilidades das futuras gerações em encontrar suas próprias necessidades". Ficou confuso com tudo isso? Então calma, vamos por partes. Essa frase toda pode ser resumida em poucas e simples palavras: desenvolver em harmonia com as limitações ecológicas do planeta, ou seja, sem destruir o ambiente, para que as gerações futuras tenham a chance de existir e viver bem, de acordo com as suas necessidades (melhoria da qualidade de vida e das condições de sobrevivência). Será que dá para fazer isso? Será que é possível conciliar tanto progresso e tecnologia com um ambiente saudável?
Acredita-se que isso tudo seja possível, e é exatamente o que propõem os estudiosos em Desenvolvimento Sustentável (DS), que pode ser definido como: "equilíbrio entre tecnologia e ambiente, relevando-se os diversos grupos sociais de uma nação e também dos diferentes países na busca da equidade e justiça social".
Para alcançarmos o DS, a proteção do ambiente tem que ser entendida como parte integrante do processo de desenvolvimento e não pode ser considerada isoladamente; é aqui que entra uma questão sobre a qual talvez você nunca tenha pensado: qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento? A diferença é que o crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mãos apenas de alguns indivíduos da população. O desenvolvimento, por sua vez, preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta.
O DS tem seis aspectos prioritários que devem ser entendidos como metas:
 A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc);
A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver);
ƒ A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal);
A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc);
A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de populações oprimidas, como por exemplo os índios);
A efetivação dos programas educativos.
Na tentativa de chegar ao DS, sabemos que a Educação Ambiental é parte vital e indispensável, pois é a maneira mais direta e funcional de se atingir pelo menos uma de suas metas: a participação da população.
 FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão




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Dengue - Aspectos Gerais - Aspectos Clínicos - Tratamento


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Dengue

Aspectos Gerais


Agente Etiológico

O vírus da dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: Den - 1, Den - 2, Den - 3 e Den - 4.. 



Vetores Hospedeiros
Os vetores são mosquitos do gênero Aedes, popularmente conhecido como pernilongo da dengue. Nas Américas (Norte, Central e do Sul), o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem - Aedes aegypti - homem. 



O Aedes albopictus é o vetor de manutenção da dengue na Ásia, mas, até o momento, não foi associado à transmissão da
doença nas Américas.



Modo de Transmissão
A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias após ter sugado, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento. 



Período de Incubação
O período de incubação da doença varia de 3 a 15 dias sendo, em média, de 5 a 6.



Período de Transmissibilidade
A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem (período de viremia). Esse período começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.



Suscetibilidade e Imunidade
A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade por outro sorotipo (cruzada ou heteróloga) existe de 3 a 6 meses. A suscetibilidade em relação à Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmente esclarecida. Três teorias mais conhecidas tentam explicar sua ocorrência:

  1. relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de cepas extremamente virulentas;
  2. na teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue, num período de 3 meses a 5 anos. Nesta teoria, a resposta imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença;
  3. uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por autores cubanos, segundo a qual se aliam fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência da FHD:
    1. Fatores individuais: menores de 15 anos e lactentes, adultos do sexo feminino, raça branca, bom estado nutricional, presença de doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme), preexistência de anticorpos e intensidade da resposta imune anterior.
    2. Fatores virais: virulência da cepa circulante e sorotipo viral que esteja circulando no momento.
    3. Fatores epidemiológicos: existência de população suscetível, presença de vetor eficiente, alta densidade vetorial, intervalo de tempo calculado entre 3 meses e 5 anos entre duas infecções por sorotipos diferentes, seqüência das infecções (Den-2 secundário aos outros sorotipos) e ampla circulação de vírus.
Embora não se saiba qual o sorotipo mais patogênico, tem-se observado que as manifestações hemorrágicas mais graves estão associados ao sorotipo Den-2. A suscetibilidade individual parece influenciar a ocorrência de FHD. Além disso, a intensidade da transmissão do vírus da dengue e a circulação simultânea de vários sorotipos também têm sido considerados fatores de risco. 



Aspectos Clínicos


A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença cujo espectro inclui desde infecções inaparentes até quadros de hemorragia e choque, podendo evoluir para a morte. 


Dengue Clássica



O quadro clínico é muito variável. A primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início abrupto, seguida de cefaléia, mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital, náuseas, vômitos, exantema, prurido cutâneo. Hepatomegalia dolorosa pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimento da febre. Alguns aspectos clínicos dependem, com freqüência, da idade do paciente. A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmente, nas crianças, que, caracteristicamente, apresentam um quadro de manifestações inespecíficas com destaque para a dor de garganta, diarréia e rubor facial. Os adultos podem apresentar pequenas manifestações hemorrágicas, como petéquias, epistaxe, gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria e metrorragia. A presença de manifestações hemorrágicas não é exclusiva da FHD. É importante diferenciar os casos de dengue clássico com manifestações hemorrágicas dos casos de FHD. A doença tem uma duração de cinco a sete dias. Com o desaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas, podendo ainda persistir a fadiga. 



Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)



Os sintomas são semelhantes aos da dengue clássica, porém, evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas. Os casos típicos de FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração. 



Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumente encontrada é a Prova do Laço Positiva



Nos casos graves de FHD, o choque geralmente ocorre entre o 3º e 7º dia da doença, na maioria vezes, precedido por dores abdominais. O choque é decorrente do aumento da permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração e falência circulatória. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida após terapia anti-choque apropriada. 



Classificação da FHD definido pela OMS, quanto ao grau de gravidade:

  • Grau I - Febre + Prova do laço positiva
  • Grau II - grau I + pequenas hemorragias espontâneas
  • Grau III - Presença de Choque, pulso rápido e fraco, PA baixa
  • Grau IV - Choque profundo, ausência de PA e pulso imperceptível

 

Tratamento

Dengue Clássica

Não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. 


Febre Hemorrágica da Dengue

Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque. O período crítico será durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmente ocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves, quando os vômitos ameaçarem causar desidratação ou acidose, ou não houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. 


FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão



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Dengue

Aspectos Gerais


Agente Etiológico

O vírus da dengue é um arbovírus do gênero Flavivírus, pertencente à família Flaviviridae. São conhecidos quatro sorotipos: Den - 1, Den - 2, Den - 3 e Den - 4.. 



Vetores Hospedeiros
Os vetores são mosquitos do gênero Aedes, popularmente conhecido como pernilongo da dengue. Nas Américas (Norte, Central e do Sul), o vírus da dengue persiste na natureza mediante o ciclo de transmissão homem - Aedes aegypti - homem. 



O Aedes albopictus é o vetor de manutenção da dengue na Ásia, mas, até o momento, não foi associado à transmissão da
doença nas Américas.



Modo de Transmissão
A transmissão se faz pela picada da fêmea do mosquito. De 8 a 12 dias após ter sugado, o mosquito está apto a transmitir a doença. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções para uma pessoa sadia, nem através da água ou alimento. 



Período de Incubação
O período de incubação da doença varia de 3 a 15 dias sendo, em média, de 5 a 6.



Período de Transmissibilidade
A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem (período de viremia). Esse período começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.



Suscetibilidade e Imunidade
A suscetibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade por outro sorotipo (cruzada ou heteróloga) existe de 3 a 6 meses. A suscetibilidade em relação à Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) não está totalmente esclarecida. Três teorias mais conhecidas tentam explicar sua ocorrência:

  1. relaciona o aparecimento de FHD à virulência da cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de cepas extremamente virulentas;
  2. na teoria de Halstead, a FHD se relaciona com infecções seqüenciais por diferentes sorotipos do vírus da dengue, num período de 3 meses a 5 anos. Nesta teoria, a resposta imunológica na segunda infecção é exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença;
  3. uma hipótese integral de multicausalidade tem sido proposta por autores cubanos, segundo a qual se aliam fatores de risco às teorias de Halstead e da virulência da cepa. A interação desses fatores de risco promoveria condições para a ocorrência da FHD:
    1. Fatores individuais: menores de 15 anos e lactentes, adultos do sexo feminino, raça branca, bom estado nutricional, presença de doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme), preexistência de anticorpos e intensidade da resposta imune anterior.
    2. Fatores virais: virulência da cepa circulante e sorotipo viral que esteja circulando no momento.
    3. Fatores epidemiológicos: existência de população suscetível, presença de vetor eficiente, alta densidade vetorial, intervalo de tempo calculado entre 3 meses e 5 anos entre duas infecções por sorotipos diferentes, seqüência das infecções (Den-2 secundário aos outros sorotipos) e ampla circulação de vírus.
Embora não se saiba qual o sorotipo mais patogênico, tem-se observado que as manifestações hemorrágicas mais graves estão associados ao sorotipo Den-2. A suscetibilidade individual parece influenciar a ocorrência de FHD. Além disso, a intensidade da transmissão do vírus da dengue e a circulação simultânea de vários sorotipos também têm sido considerados fatores de risco. 



Aspectos Clínicos


A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença cujo espectro inclui desde infecções inaparentes até quadros de hemorragia e choque, podendo evoluir para a morte. 


Dengue Clássica



O quadro clínico é muito variável. A primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início abrupto, seguida de cefaléia, mialgia, prostração, artralgia, anorexia, astenia, dor retroorbital, náuseas, vômitos, exantema, prurido cutâneo. Hepatomegalia dolorosa pode ocorrer, ocasionalmente, desde o aparecimento da febre. Alguns aspectos clínicos dependem, com freqüência, da idade do paciente. A dor abdominal generalizada pode ocorrer, principalmente, nas crianças, que, caracteristicamente, apresentam um quadro de manifestações inespecíficas com destaque para a dor de garganta, diarréia e rubor facial. Os adultos podem apresentar pequenas manifestações hemorrágicas, como petéquias, epistaxe, gengivorragia, sangramento gastrointestinal, hematúria e metrorragia. A presença de manifestações hemorrágicas não é exclusiva da FHD. É importante diferenciar os casos de dengue clássico com manifestações hemorrágicas dos casos de FHD. A doença tem uma duração de cinco a sete dias. Com o desaparecimento da febre, há regressão dos sinais e sintomas, podendo ainda persistir a fadiga. 



Febre Hemorrágica da Dengue (FHD)



Os sintomas são semelhantes aos da dengue clássica, porém, evoluem rapidamente para manifestações hemorrágicas. Os casos típicos de FHD são caracterizados por febre alta, fenômenos hemorrágicos, hepatomegalia e insuficiência circulatória. Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia com hemoconcentração concomitante. A principal característica fisiopatológica associada ao grau de severidade da FHD é a efusão do plasma, que se manifesta através de valores crescentes do hematócrito e da hemoconcentração. 



Entre as manifestações hemorrágicas, a mais comumente encontrada é a Prova do Laço Positiva



Nos casos graves de FHD, o choque geralmente ocorre entre o 3º e 7º dia da doença, na maioria vezes, precedido por dores abdominais. O choque é decorrente do aumento da permeabilidade vascular, seguida de hemoconcentração e falência circulatória. É de curta duração e pode levar ao óbito em 12 a 24 horas ou à recuperação rápida após terapia anti-choque apropriada. 



Classificação da FHD definido pela OMS, quanto ao grau de gravidade:
  • Grau I - Febre + Prova do laço positiva
  • Grau II - grau I + pequenas hemorragias espontâneas
  • Grau III - Presença de Choque, pulso rápido e fraco, PA baixa
  • Grau IV - Choque profundo, ausência de PA e pulso imperceptível

 

Tratamento

Dengue Clássica

Não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). Devem ser evitados os salicilatos, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. 


Febre Hemorrágica da Dengue

Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque. O período crítico será durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmente ocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves, quando os vômitos ameaçarem causar desidratação ou acidose, ou não houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial. 

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Costumes Indígenas


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Costumes Indígenas


            As principais atividades indígenas são as que são usados recursos naturais. Nelas se destacam a caça, pesca, coleta, plantação, e produção de instrumentos para desenvolver essas atividades. O trabalho é dividido por idade e sexo: as mulheres cuidam da casa, as criança da roça e o homem é responsável pela defesa, caça e colheita de alimentos.
            A caça é muito bem estruturada. Eles estudam o hábito de cada animal para depois caçá-los. Já na pesca, são usados vegetais como o timbó (a planta timbó possui um veneno que atordoa o peixe) nas iscas facilitando na caça. Além da vara de pescar os indios ultilizam outros métodos como as armadilhas. Uma delas é o pari, uma cesta funda com uma abertura por onde o peixe passa atrás da isca mas
não consegue sair. A maioria dos índios utilizam a agricultura como um dos principais métodos de sobrevivência, o principal método usado pelos índios é o de abrir uma clareira na floresta, deixar os troncos caídos secarem no solo e depois colocar fogo. Após isso o terreno estava pronto.
            Uma característica interessante nos indígenas são os ritos, um método simbólico de representar ações ou épocas especiais. No Brasil muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indivíduo de uma situação para outra. Esses ritos se ligam à gestação e ao nascimento, à iniciação na vida adulta, ao casamento, à morte e a outras situações.
            As tribos indígenas também possuem seus mitos e heróis. Os mitos nada mais são que as idéias e modos de ver as coisas passadas de geração em geração. Ao contrário dos católicos, a maioria das tribos pouco acreditam num Deus supremo, criador de todas as coisas. Os índios também creêm em heróis místicos, responsáveis pela criação de rituais, arte e costumes.
            Uma curiosidade, e muito questionada até hoje pelos brancos, é o infantinicídio de gêmeos por parte das tribos. Isso se dá, pois eles acreditam que, ao nascer gêmeos, uma das crianças encarna o bem e a outra o mal. Para acabar com isso, os índios tratam de acabar o mais rápido possível com ambas as crianças ou, em tempos recentes, com o que nascer por último.

FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão


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            As principais atividades indígenas são as que são usados recursos naturais. Nelas se destacam a caça, pesca, coleta, plantação, e produção de instrumentos para desenvolver essas atividades. O trabalho é dividido por idade e sexo: as mulheres cuidam da casa, as criança da roça e o homem é responsável pela defesa, caça e colheita de alimentos.



            A caça é muito bem estruturada. Eles estudam o hábito de cada animal para depois caçá-los. Já na pesca, são usados vegetais como o timbó (a planta timbó possui um veneno que atordoa o peixe) nas iscas facilitando na caça. Além da vara de pescar os indios ultilizam outros métodos como as armadilhas. Uma delas é o pari, uma cesta funda com uma abertura por onde o peixe passa atrás da isca mas
não consegue sair. A maioria dos índios utilizam a agricultura como um dos principais métodos de sobrevivência, o principal método usado pelos índios é o de abrir uma clareira na floresta, deixar os troncos caídos secarem no solo e depois colocar fogo. Após isso o terreno estava pronto.
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            Uma característica interessante nos indígenas são os ritos, um método simbólico de representar ações ou épocas especiais. No Brasil muitas tribos praticam ritos de passagem, que marcam a passagem de um grupo ou indivíduo de uma situação para outra. Esses ritos se ligam à gestação e ao nascimento, à iniciação na vida adulta, ao casamento, à morte e a outras situações.

            As tribos indígenas também possuem seus mitos e heróis. Os mitos nada mais são que as idéias e modos de ver as coisas passadas de geração em geração. Ao contrário dos católicos, a maioria das tribos pouco acreditam num Deus supremo, criador de todas as coisas. Os índios também creêm em heróis místicos, responsáveis pela criação de rituais, arte e costumes.



            Uma curiosidade, e muito questionada até hoje pelos brancos, é o infantinicídio de gêmeos por parte das tribos. Isso se dá, pois eles acreditam que, ao nascer gêmeos, uma das crianças encarna o bem e a outra o mal. Para acabar com isso, os índios tratam de acabar o mais rápido possível com ambas as crianças ou, em tempos recentes, com o que nascer por último.


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Cecília Meireles - Biografia


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Cecília Meireles

Biografia

            Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro em 1901 e aí faleceu em 1964. Dedicou-se ao magistério primário e universitário, escreveu sobre literatura infantil, folclore, fez crítica literária e colaborou na imprensa. A sua obra ocupa um lugar à parte em nossa literatura, pois, diferentemente das intenções nacionalistas e das inovações da linguagem, a sua poesia manteve-se presa ao lirismo de tradição portuguesa, mas com uma expressão bem pessoal. Herdando e ao mesmo tempo depurando a linguagem musical e cadenciada do Simbolismo, sua habilidade poética e seu lirismo
transformaram em belos poemas. Manifestando uma resignação madura perante as angústias da vida, sua poesia, marcada por uma nota de tristeza e desencanto revela-se como uma das mais significativas expressões do lirismo moderno.


            A escritora inicia-se na literatura participando da chamada "corrente espiritualista", sob a influência dos poetas que formariam o grupo da revista Festa, de inspiração neo-simbolica. Posteriormente afasta-se desses artistas, sem, contudo, perder as características intimistas, introspectivas, numa permanente viagem interior. Em vista desses fatores, sua obra reflete uma atmosfera de sonho, de fantasia e, ao mesmo tempo, de solidão e padecimento, como afirma a escritora:
"Mas creio que todos padecem, se são poetas. Porque, afinal, se sente que o grito é o grito; e a poesia já é o grito (com toda a sua força) mas transfigurado."

A obra Vaga Música marca definitivamente o clímax de sua carreira como escritora.

De suas obras poéticas, destacam-se:
·        Viagem (1929);
·        Vaga música (1942);
·        Mar absoluto (1945);
·        Retrato natural (1949);
·        Doze noturnos da Holanda (1952);
·        O aeronauta (1952);
·        Romanceiro da Inconfidência (1953);
·        Canções (1956);
·        Metal rosicler (1960);
·        Poemas escritos na Índia (1962);
·        Solombra (1963).


Despedida

Cecília Meireles
Por mim, e por vós, e por mais aquilo
que está onde as outras coisas nunca estão,
deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:
quero solidão.

Meu caminho é sem marcos nem paisagens.
E como o conheces? - me perguntarão.
- Por não ter palavras, por não ter imagens,
Nenhum inimigo e nenhum irmão.

Que procuras? Tudo. Que desejas? - Nada.
Viajo sozinha com meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

A memória voou da minha fronte.
Voou meu amor, minha imaginação...
Talvez eu morra antes do horizonte.
Memória, amor e o resto onde estarão?

Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.
(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!
Estandarte triste de uma estranha guerra...)
Quero solidão.


FONTE: EDMS – Trabalhos Escolares, Educação & Diversão



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