terça-feira, 30 de abril de 2013
Três dicas com regras simples para usar a vírgula sem erro - Vírgula - Uso da vírgula - Matéria Português - Dicas de Português - Língua Portuguesa
Veja três dicas com regras simples para usar a vírgula sem erro
O uso da vírgula é uma eterna dor de cabeça. Em razão disso, para atender aos insistentes pedidos de muitos leitores, voltamos ao assunto.
Uso da VÍRGULA – Parte 1
Regras práticas:
1ª.- A vírgula deve ser usada para separar ENUMERAÇÕES, TERMOS e ORAÇÕES INDEPENDENTES ENTRE SI (núcleos de um sujeito composto, orações coordenadas assindéticas, termos de uma série não ligados pelo conectivo “e”):
1. O diretor, os assessores e os coordenadores se reuniram ontem à tarde.
(núcleos de um sujeito composto);
2. Eles chegaram cedo, discutiram o assunto, resolveram tudo.
(orações coordenadas assindéticas);
3. Necessitamos adquirir canetas, papel, borrachas, lápis.
(enumeração – termos de uma série).
Observe a importância da vírgula neste caso:
- O presidente compareceu à reunião, acompanhado da secretária, do diretor e do coordenador. (=Ele foi com três pessoas);
- O presidente compareceu à reunião, acompanhado da secretária do diretor e do coordenador. (=Agora ele foi só com duas pessoas – O diretor não foi, e a secretária é a do diretor e não do presidente).
2ª.- A vírgula deve ser evitada antes da conjunção aditiva “e”:
1. O diretor e os assessores se reuniram ontem à tarde.
2. Nesta empresa, os funcionários podem trabalhar e estudar.
Observações:
a) – A vírgula deve ser usada antes da conjunção “e” com valor ADVERSATIVO:
Já são dez horas, e (=mas ) a reunião ainda não terminou.
b) – A vírgula deve ser usada quando o conectivo “e” liga orações com sujeitos diferentes:
Os funcionários reclamavam, e a direção atendeu.
c) – A vírgula pode ser usada quando o conectivo “e” tem valor consecutivo ou enfático:
Os trabalhadores se reuniram, discutiram, e decidiram como agir.
Chegou, e viu, e lutou, e venceu finalmente.
d) – O conectivo “e”, em fim de enumeração, tem o valor de terminalidade:
Foram chamados vários funcionários: João Carlos, Pedro Sousa, Luísa e Cláudio Luís. (=Chamaram só estes quatro);
Foram chamados vários funcionários :João Carlos, Pedro Sousa, Luísa, Cláudio Luís.(=Estes são quatro dos que foram chamados. Pode haver mais)
- Não se usa a vírgula antes do conectivo “ou” (conjunção alternativa):
Não sei se ele trabalha ou estuda.
Uso da VÍRGULA – Parte 2
3ª.- A vírgula deve ser usada antes das conjunções ADVERSATIVAS (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto) e CONCLUSIVAS (logo, portanto, por isso, por conseguinte, então): “Ele sempre se dedicou à empresa, porém nunca foi promovido.” “Ele sempre se dedicou à empresa, por isso será promovido.”
Observações:
a) – As conjunções ADVERSATIVAS e CONCLUSIVAS, quando deslocadas, devem ficar entre vírgulas: “Ele sempre se dedicou à empresa, nunca foi, porém, promovido.” “Ele sempre se dedicou à empresa, será, portanto, promovido.”
b) – A conjunção POIS, com o valor CONCLUSIVO, deve ficar entre vírgulas: “Ele sempre se dedicou à empresa, será, pois, promovido.” (= portanto)
c) – A conjunção POIS, com o valor EXPLICATIVO ou CAUSAL, pode ou não vir antecedida de vírgula: “Ele deverá ser promovido, pois se dedica à empresa.” (= porque)
Uso da VÍRGULA – Parte 3
4ª – A vírgula PODE ser usada para separar a oração principal da subordinada adverbial (causal, concessiva, condicional, final, temporal…): “Ele foi promovido, porque sempre se dedicou à empresa.”(causal); “Ele foi promovido, embora não se dedicasse muito à empresa.”(concessiva); “Eles só será promovido, caso se dedique mais à empresa.”(condicional); “Ele desenvolveu o projeto, conforme nós orientamos.”(conformativa); “Ele tem se dedicado muito, para que possa ser promovido.”(final); “Ele só assinará o contrato, quando receber toda a documentação.”(temporal).
Observações:
a) – A vírgula DEVE ser usada quando a oração adverbial estiver deslocada: “Embora não se dedicasse à empresa, ele foi promovido.” “Solicitamos, caso seja possível, o seu comparecimento a este setor.” “Conforme nos foi solicitado, estamos enviando todos os documentos.” “Os computadores, quando foram introduzidos na empresa, trouxeram várias consequências.”
b) – A vírgula DEVE ser usada quando a oração reduzida* estiver deslocada:
“Encerrado o prazo, adotamos novas medidas.” (reduzida de particípio); “Os representantes, gritando muito, encerraram a reunião.” (reduzida de gerúndio); “Ao reduzir o déficit, pudemos pensar em desenvolvimento.” (reduzida de infinitivo).
* Oração reduzida não apresenta conectivo e o verbo aparece nas formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
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Uso da Vírgula - Regras - Observações - Regras e observações sobre o uso da vírgula - Matéria Português - Dicas de Português - Língua Portuguesa
Veja outras regras e observações sobre o uso da vírgula
Regras e observações sobre o uso da vírgula.
Uso da VÍRGULA – Parte 4
5ª.- A vírgula DEVE ser usada quando o adjunto adverbial (de tempo, de lugar, de modo…) estiver deslocado: “O técnico analisou o problema no seu último relatório.” (ordem direta – sem vírgula); “No seu último relatório, o técnico analisou o problema.” (adjunto adverbial deslocado); “O técnico, no seu último relatório, analisou o problema.” (adjunto adverbial deslocado).
Observação:
Esta regra não é rígida. A vírgula pode ser omitida, principalmente em frases curtas e com adjuntos pequenos: “Ontem, os representantes visitaram o sindicato.” Ou “Ontem os representantes visitaram o sindicato.”
Uso da VÍRGULA – Parte 5
6ª.- A vírgula deve ser usada quando a oração adjetiva é EXPLICATIVA: “Dr. José Cláudio dos Santos, que é o coordenador do projeto, viajou a São Paulo.” “Nossa empresa, que foi fundada em 1988, já apresenta um alto faturamento.” “A natureza deve ser respeitada pelo homem, que é um ser mortal.” (= todo homem é mortal)
Observações:
a) – O APOSTO EXPLICATIVO também deve ficar entre vírgulas: “O coordenador do projeto, Dr. Paulo Henrique de Assis, viajou a serviço.” (=cargo exclusivo); “Nossa empresa, a maior fabricante de calçados do Brasil, pretende desenvolver outras atividades.”
b) – A vírgula DEVE SER EVITADA quando a oração adjetiva é RESTRITIVA: “Devemos respeitar o homem que trabalha.” (não é todo homem que trabalha); “Não encontrei os documentos que você me enviou.” (aqueles que você me enviou).
Observe a importância da vírgula neste caso: “Os funcionários, que se dedicaram à empresa, devem ser aumentados.” (entre vírgulas – oração EXPLICATIVA = todos se dedicaram e serão aumentados) – “Os funcionários que se dedicaram à empresa devem ser aumentados.” (sem vírgula – oração RESTRITIVA = só os que se dedicaram devem ser aumentados).
7ª.- A vírgula deve ser usada para separar o VOCATIVO (expressão de chamamento): “Deve, Sr. Presidente, confiar nestas ideias.” “Meus caros amigos, não sei se fui claro.”
Observe a importância da vírgula: “Dr. José Carlos vem aqui. (sem vírgula – é uma afirmação) – “Dr. José Carlos, vem aqui.” (com vírgula – é um chamamento)
Observações:
Não devemos separar com vírgula:
a) SUJEITO e VERBO: “Os computadores podem acarretar duas consequências.”
b) VERBO e COMPLEMENTOS: “Os computadores podem acarretar duas consequências.” “Comunicamos aos presentes a chegada do Diretor.”
c) ORAÇÃO PRINCIPAL e ORAÇÃO OBJETIVA: “Ele disse que não viria.” “Não sabemos quando eles voltaram.” “Solicitamos a V.Sa. que permaneça na sala.”
Uso da VÍRGULA – Parte 6
8ª.- A vírgula deve ser usada para separar os incisos explicativos, retificativos ou continuativos (por exemplo, ou melhor, isto é, a saber, ou antes, aliás, digo, por assim dizer, além disso…): “O gerente era muito respeitado, ou melhor, muito temido.” “Ele deve, por exemplo, ouvir mais os seus funcionários.”
9ª.- A vírgula deve ser usada para separar orações intercaladas: “Só o presidente, creio eu, pode resolver este caso.” “A diretoria, convém lembrar, não se reúne há três meses.”
10ª.- A vírgula deve ser usada para separar termos deslocados: “A sala, acredito que já tenha sido alugada.” (acredito que a sala já tenha sido alugada); “Os inspetores, parece que não chegaram.” (parece que os inspetores não chegaram).
Observações:
a) A vírgula também deve ser usada em caso de PLEONASMO ou ANACOLUTO.
1 – Aos empregados, o nosso sucesso lhes devemos. (Pleonasmo=repetição);
2 – Dinheiro, quem não está precisando disto? (Anacoluto).
11ª.- A vírgula pode ser usada também para marcar a supressão do verbo: “Tu buscas a terra e eu, os céus.” (busco); “Ele não nos entende nem nós, a ele.” (entendemos).
12ª.- A vírgula deve ser usada para separar o nome da localidade nas datas: ”Rio de Janeiro, 9 de setembro de 2012.
DESAFIO
Onde está o erro?
“A empresa entende que deve tornar público os seus princípios e a sua filosofia de vida.”
Resposta:
Há um erro de concordância. O adjetivo “público” se refere aos “princípios” e à “filosofia de vida”. Deve, por isso, concordar no masculino plural: “…tornar públicos os seus princípios e a sua filosofia de vida”.
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segunda-feira, 29 de abril de 2013
RESPONSABILIDADE SOCIAL E MEIO AMBIENTE - Planejamento Ambiental
DESAFIO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL E MEIO AMBIENTE
Planejamento Ambiental
Para o trabalho de conclusão da Disciplina “Responsabilidade Social e meio Ambiente” nos foi pedido que fizéssemos, em grupo de 05 pessoas, um relatório falando sobre a melhor forma de planejamento ambiental na área de saneamento básico de um município e através da pesquisa de certas leis ambientais e temas relevantes ao planejamento ambiental pudéssemos conhecer as diversas formas de utilização dessas ferramentas de planejamento e compreender o mesmo e como trabalhar melhores formas de minimizar os diversos impactos ambientais inerentes ao desenvolvimento de um município.
Como a disciplina é responsabilidade social e meio ambiente achamos importante também escrever sobre algumas formas de trabalhos sócias que podem ser desenvolvidos pelo município e como tais atividades afetam os munícipes e como, através da responsabilidade social e o desenvolvimento da cidadania e a transmissão de conhecimentos de diversas áreas, como na área da saúde, por exemplo, podemos criar cidadãos plenos sejam em suas relações interpessoais e como o ambiente em que vivem como o meio ambiente que o circunda. Como 04 dos 05 integrantes do nosso grupo de estudo moram em Tremembé, achamos interessante escrever sobre as dificuldades e ações que nosso município dispõe para lidar com esses aspectos citados no parágrafo anterior.
A cidade da Estância Turística de Tremembé foi fundada em 1660 tendo sua emancipação política em 26 de novembro de 1896 tendo então o título de município. Ela se encontra no Vale do Paraíba, rica região entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, a 133 km de São Paulo e 309 km do Rio de Janeiro, próximo da BR116, a rodovia Dutra. É uma cidade privilegiada, pois é situada no eixo Rio-SP, vizinha de cidades como Taubaté, Pindamonhangaba, entre outras, e localizada bem próximo de cidades consideradas polos turísticos, como Campos do Jordão - conhecida como Suíça brasileira - e[***] Santo Antonio do Pinhal, cujo fluxo de turistas de todo o país, acarreta uma maior visitação e, conseqüentemente, um maior prestígio ao município.
No âmbito e sustentabilidade e planejamento ambiental nosso município tem sérias dificuldades seja no âmbito de como lidar com os resíduos sólidos ou não e como dispor de tais resíduos. Primeiramente Tremembé não tem um sistema integrado e funcional de coleta de lixo reciclável, por exemplo, a coleta separada de resíduos orgânicos e matérias recicláveis como, vidros, metais e papéis. Apesar de disponibilizar em certos ambientes públicos, como escolas e algumas praças as lixeiras destinadas a tais fins, não dispõe de uma política sólida sobre o assunto, faltando em muitos ambientes públicos tais lixeiras como nas praças da Basílica do Senhor Bom Jesus e da Praça Grealdo Costa, ambas praças muito visitadas pelos cidadãos e palcos de grande eventos que ocorrem periodicamente na cidade.
Não existe também uma conscientização da população e um trabalho efetivo de educação para com os cidadãos à respeito do assunto reciclagem e que ensinem que fazer tal separação do lixo é altamente recomendável ou mesmo a disponibilização, por parte de prefeitura , que tais atitudes possam ser feitas pelos munícipes , pois não é disposto à cidade caminhos específicos para tal coleta ou mesmo treinamento do pessoal da limpeza urbana.
Geralmente tal coleta seletiva só é feita por cidadãos que usam a coleta como forma de ganhar a vida, ficando inteiramente responsáveis pela coleta seletiva desses materiais não tendo a real consciência e benefícios que uma coleta efetivamente seletiva pode trazer para a cidade e sociedade em que vivem. Há também um grande problema quanto ao depósito de lixo urbano da cidade que, mais uma vez não esta adaptado para o recebimento de uma coleta seletiva e que inclusive passa por dificuldades. Além de receber todo o lixo produzido pela cidade, também recebe o lixo de cidades vizinhas, como a cidade de Taubaté, que, por ter sérios problemas, sejam eles burocráticos ou ambientais com o aterro sanitário da cidade, não pôde mais utilizá-lo e teve que ser “socorrida” pelo aterro de nossa cidade, ou não teria onde dispor o lixo produzido pela cidade. Vale lembrar que a cidade de Taubaté é muitas vezes maior que a nossa cidade, tendo uma população e um pólo industrial muito mais desenvolvido que o de nossa cidade de Tremembé. Acontece que nossa cidade já não dispunha de um local totalmente adequado para tais despejos, fossem eles criados pela própria população, encontrou-se ainda mais sobrecarregado com o acolhimento dos resíduos da cidade vizinha, cujo volume é bem maior.
Cremos que deveria haver no município uma política mais eficaz na coleta e despejo do lixo da cidade com mais investimentos na área e uma maior conscientização quanto à geração do lixo e seu tratamento e uma melhor capacitação de todos os envolvidos no processo.
Há um sério problema também na questão do tratamento dos resíduos e de esgoto da cidade e do saneamento básico. Tremembé, nessa questão, é uma cidade de contrastes. Cestas regiões e bairros da cidade contam com 100 por cento de coleta de esgoto, saneamento básico e canalização para evacuamento da águas pluviais. Ao mesmo tempo há áreas totalmente desprovidas de tais recursos.Não contam sequer com a rede de água potável.
Os bairros centrais e próximos ao centro da cidade, região de maior desenvolvimento. Têm a disposição todos os serviços de saneamento básico que a cidade oferece, tendo sistemas de água potável esgoto e escoamento das águas da chuva. Tais bairros têm uma manutenção contínua de tais sistemas e, quando é necessário fazer novas ligações para novas residências o mesmo é feito com rapidez.
Ao mesmo tempo, bairros mais afastados e localizados na área rural da cidade, tais sistemas não são disponibilizados ou só estão chegando recentemente, obrigando os cidadãos à utilizarem as águas de rios ou córregos próximos muitas vezes contaminados podendo trazer sérios problemas de saúde além de que , por não contarem com um sistema de esgoto, o mesmo é despejado de formas totalmente irregulares, ás vezes no mesmo rio ou córrego que utilizam para consumo, tornando a situação em um ciclo vicioso de poluição.
Essas áreas mais afastadas muitas vezes são locais de implantação de olarias (locais de fabricação de tijolos e telhas de argila) além de contarem com portos de extração de areia para venda na construção civil o que geralmente causam grande impacto ambiental. No caso da Olarias, o grande problema é o impacto ambiental que a coleta da matéria prima para fabricação dos tijolos , a argila, faz na meio ambiente circundante. A extração da mesma traz grande desmatamento da área onde foi encontrada, deixando grandes buracos no solo e devastando a vegetação do local. No caso de portos de extração de areia para a construção civil, que é feita diretamente do rio onde a mesma é encontrada, temos, além dos problemas que a extração de argila causa, como desmatamento da vegetação circundante e a eventual poluição do rio de onde esta sendo retirada pelo maquinário e pessoal que trabalha em tal extração. Além dos problemas com a extração das matérias primas propriamente dita, temos o problema de habitações irregulares que tais atividade trazem consigo.
Geralmente os funcionários que trabalham em tais serviços fixam residências próximas aos locais de extração, trazendo ainda mais desmatamento da vegetação local, alem, do fato de tais residências serem construídas de forma totalmente irregular e não disporem de rede de esgoto ou saneamento. Aí caímos no velho problema já citado anteriormente. Ao usarem o próprio rio ou córrego que utilizam para retirar a água para consumo próprio, que muitas vezes já é uma água contaminada pelo processo de retirada e extração das matérias necessárias para o funcionamento das olarias ou portos em que trabalham, muitas vezes acaba sendo contaminadas pelo próprio esgoto criado pelas “vilas” de trabalhadores o que torna um ciclo de poluição incessante alem de trazer graves riscos de saúde para a população. Nesses casos temos também a falta de coleta efetiva de lixo em tais regiões o que ocasiona na criação de aterros improvisados e totalmente irregulares.
Cremos que deveria haver uma política mais eficaz por parte das autoridades envolvidas com o saneamento básico de tais regiões, uma vez que não é responsabilidade exclusiva da administração municipal a questão do saneamento básico do município e fazer com que tais redes de esgoto e saneamento básico possam chegar a todas as regiões e uma maior fiscalização quanto á implantação de olarias e portos de areia, que apesar e gerar muitos empregos, deve sempre ser fiscalizada com rigor.
Temos também em Tremembé grandes áreas de cultivo de plantações, especialmente a do arroz. Por ser uma região naturalmente de várzeas é muito comum, na tida área rural da cidade, termos grandes plantações de arroz. A plantação de arroz exige que se “canalize” através do uso de “valetas” grande quantidade de água para que alaguem grandes áreas de cultivo. O problema é que, como em muitos cultivos de plantações dos mais variados tipos de vegetais, o uso de agrotóxicos e implementos agrícolas para melhor desenvolvimento da plantação e proteção contra pragas. O problema que tais substâncias aplicadas nas plantações muitas vezes acabam afetando também a água represada para o cultivo do arroz e que, após a colheita do arroz, retorna para o rio de onde veio, levando consigo resíduos poluentes para a água do rio, como os agrotóxicos e resíduos dos maquinários necessários para a colheita. Essa água contaminada acaba por retornar ao rio trazendo-lhe ainda mais poluição e resíduos que ele pode suportar e transformando a água em uma água não potável e que não deveria ser usada para tais fins, mas que, provavelmente, será usada novamente no ano seguinte.
A nossa cidade é cortada pelo Rio Paraíba do Sul, um rio que infelizmente já sofre bastante com o afluxo de esgoto que as cidades por onde passa faz diariamente em suas águas. Ao chegar a nossa cidade, um rio já muito castigado é ainda mais castigado com uma carga grande de esgoto muitas vezes irregular.
Há em nossa cidade muitas habitações irregulares que circundam as margens do rio, pequenas favelas que, além de trazerem os problemas sociais que tais habitações trazem contribuem ainda mais para a poluição e desmatamento da região onde se encontram.
Recentemente houve grande polêmica na cidade á respeito da duplicação da principal via de acesso da cidade a Avenida Luiz Gonzaga das Neves. A avenida é principal via de acesso para cidade para quem vem da região de Taubaté, sendo de suma importância na ligação e escoamento da produção das duas cidades e transição da população. Para que a mesma possa ser duplicada e recapeada e inclusive ter a construção de ciclovias e espaço para pedestres e um melhor acostamento para veículos que se quebram durante o trajeto, foi necessário que se cortassem várias espécies vegetais, tendo na lista várias árvores de grande porte e algumas de idade avançada. O projeto inicial dizia que seria necessário que se cortassem “42 espécimes arbóreos na referida estrada para viabilizar tecnicamente a duplicação e reurbanização da avenida. Analisando o projeto, verificamos que seria possível alterar o projeto em alguns locais, como calçada para passeio público e a ciclovia para evitar o corte de árvores, entretanto, era necessário verificar a viabilidade técnica de tais alterações.”
Através da manifestação contrária do SAMA (Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente) da cidade foi constatado que mudanças poderiam ser feitas no projeto inicial da obra e no final foi necessário a supressão de 29 árvores, reduzindo assim o impacto ambiental que a obra, embora muito necessária para o desenvolvimento do município, teria no meio ambiente de nossa cidade.
Apesar de vários e sérios problemas ambientais e de gestão ambiental que a cidade enfrenta devemos citar também que a cidade dispõe de muitas ações que visam uma melhor integração da sociedade com o meio ambiente. Uma delas é a disponibilização de uma pesquisa de prioridades, sugestões e preocupações ambientais da população.
O principal objetivo da SAMA é ouvir as idéias dos munícipes sobre práticas, projetos e idéias que possam colaborar com a preservação e recuperação de nossa cidade. “Entendemos que não basta apenas desenvolver e executar projetos sem sabermos se estas são as questões ambientais que a população considera mais urgentes para o desenvolvimento ambiental correto do município”, ressaltou o Secretário da SAMA, Chicão. A Secretaria pretende criar um banco de dados de diretrizes que irá guiar os serviços da SAMA de acordo com as necessidades primordiais de cada um dos bairros. O questionário pode ser respondido no site da prefeitura ou impresso e encaminhado à Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA) na Rua Sete de Setembro nº. 701, Centro.
Outra atuação muito interessante foi o curso para capacitação da Brigada de Combate à Incêndios em Cobertura Vegetal realizada pelo Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O curso foi realizado no Parque Municipal Vale do Itaim, em Taubaté, pelo Sub Tentente PM Rinaldo Campos Repulho e teve como principal objetivo capacitar os servidores municipais e cumprir a Diretiva 8 do Projeto Município Verde Azul, baseada na preocupação com a Poluição do Ar. “Em 2010 não foi detectado ou denunciado grandes focos de incêndio nas áreas verdes de Tremembé, como aconteceu na região de serra. Mas houve pequenas áreas isoladas, normalmente próximas às estradas Luiz Gonzaga das Neves e a Floriano Rodrigues Pinheiros”, informou o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente Francisco de Barros Pereira. Durante o curso, as servidoras obtiveram noções básicas e participaram de simulações controladas com instruções de uso de equipamentos adequados e melhores táticas para controle de incêndio, considerando as condições meteorológicas do local.
As poluições pela combustão proeminente de queimadas ou de outras fontes de aquecimento geram grandes problemas ambientais como a poluição do ar, cujos agentes poluentes são: dióxido de carbono, monóxido de carbono, aldeídos, hidrocarbonetos não queimados, compostos de enxofre. O anidrido sulforoso, por exemplo, pode transformar em anidrido sulfúrico que precipita juntamente com as águas das chuvas se tornando prejudicial principalmente para o solo e consequentemente para a agricultura, são as chamadas chuvas ácidas.
Por tudo isso, cremos que é necessário sempre contarmos com uma política eficaz de controle de controle de impactos ambientais em nossa cidade e sempre precisamos, através da boa relação de todos os setores da sociedade as melhores formas de integração do meio ambiente e desenvolvimento.
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‘A nível de’ ou ‘em nível de’? Saiba qual é o correto e quando usar - Matéria Português - Dicas de Português - Língua Portuguesa
‘A nível de’ ou ‘em nível de’? Saiba qual é o correto e quando usar
A NÍVEL DE, EM NÍVEL DE ou AO NÍVEL DE?
1. INACEITÁVEL. O grande erro quanto ao uso da expressão “a nível de” é sua utilização em situações em que não há “níveis”: “A nível de proposta, o assunto deve ser mais discutido”; “A nível de sentimento, isso é irreversível”; “A nível de relatório, só devemos descrever o essencial”; “A nível de gramática, isso está errado”…
2. ACEITÁVEL. Podemos usar a expressão “em nível” sempre que houver “níveis”: “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria” (=a empresa deve ter outros níveis hierárquicos); “Isso só acontece em nível municipal” (=poderia ser em nível estadual ou federal).
A expressão “ao nível do mar” é perfeitamente aceitável.
2h OU 2hs? 1h30m OU 1h30min OU 1h30?
Observação do leitor: “Noto um grande erro no emprego das unidades e grandezas físicas. As unidades são normatizadas por organismos internacionais e obedecidas no Brasil por lei e também pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) nas suas edições de terminologia.”
Leitor tem razão. Vejamos alguns exemplos:
Velocidade = 90 km/h (noventa quilômetros por hora);
Comprimento ou distância = 1m (um metro); 2m (dois metros);
Tempo = 1h (uma hora); 2h (duas horas),
21h30min (vinte e uma horas e trinta minutos),
5h51min33seg (cinco horas, cinquenta e um minutos e trinta e três segundos);
Massa = 1g (um grama); 200g (duzentos gramas).
Pronúncia e grafia de TRANSA
Leitora pergunta: “É quanto à palavra TRANSA. Se sua grafia é com “s” entre vogal e consoante, porque sua pronúncia é como de um “z”, coisa que deveria ocorrer se o “s” estivesse cercado de vogais? Será alguma exceção à regra ou um mero caso de ter se popularizado uma pronúncia equivocada?”
Nem uma coisa nem outra. Não é uma exceção nem a pronúncia está errada.
Estamos diante de uma dúvida muito frequente, causada por conclusões indevidas. Todos nós aprendemos que a letra “s” entre vogais deve ser pronunciada como “z”: casa, mesa, gostoso, usar… Até aí, tudo bem.
O problema é que algumas pessoas tiram algumas conclusões erradas:
1a) O som de “z” entre vogais deve ser grafado sempre com a letra “s”. Isso não é verdade: azar, prazer, gozar, granizo…
2a) Que a letra “s” só representa o fonema “z” quando fica entre vogais. Também não é verdade: trânsito, transatlântico, transação…
Contagem REGRESSIVA ou PROGRESSIVA?
Observação do leitor: “Apontando a arma para a nuca ou pescoço das vítimas, ele fazia contagem regressiva: 1, 2, 3, 4…”
Isso só comprova que há quem não saiba a diferença entre PROGREDIR e REGREDIR.
Ou, então, podemos concluir que é possível “progredir para trás” ou “regredir para frente”…
E agora, vamos começar uma contagem “progressiva”: 10, 9, 8, 7…
Não. Isso é contagem regressiva.
Reboliço ou rebuliço? Bucal ou bocal?
Depende.
Reboliço é “que tem forma de rebolo, que rebola”;
Rebuliço é “bagunça, grande barulho, agitação, desordem, confusão”;
Bucal é “relativo à boca” – “Ele está com problemas bucais (=na boca)”;
Bocal é “abertura de vaso, candeeiro, frasco, castiçal…” – “Pôs a lâmpada no bocal”.
Uso dos artigos antes dos TOPÔNIMOS
Pergunta de uma leitora: “Passamos por Botafogo ou pelo Botafogo? Estamos aqui nos referindo ao bairro, e não ao clube de futebol. Eu, por exemplo, acho que é por Botafogo. Mas, se isso estiver correto, por que passamos pelo Leblon? Como poderemos saber qual é a preposição certa? O que rege isso? Qual é a regra? Como poderemos saber se um bairro é masculino ou feminino?”
A dúvida não é quanto à preposição, e sim se devemos ou não usar artigo definido antes do nome dos bairros. Não há propriamente uma regra.
Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, nós dizemos:
Copacabana, Ipanema, Botafogo… = sem artigo;
a Tijuca, a Glória, a Barra… = com artigo feminino;
o Leblon, o Catete, o Méier… = com artigo masculino.
A dúvida permanece em nomes de cidades, estados, países…
Porto Alegre, São Paulo, Goiás, Portugal… = sem artigo;
a Bahia, a Paraíba, a Alemanha, a Inglaterra… = com artigo feminino;
o Recife, o Rio de Janeiro, o Irã, o Egito… = com artigo masculino.
Assim sendo, estamos corretíssimos quando “passamos por Botafogo ou pelo Leblon”.
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Pretérito mais-que-perfeito - Entenda as formas do pretérito mais-que-perfeito do verbo ‘dizer’ - Matéria Português - Dicas de Português - Língua Portuguesa
Entenda as formas do pretérito mais-que-perfeito do verbo ‘dizer’
1ª) “Que eu saiba, o pretérito mais-que-perfeito do verbo dizer é dissera. Tinha dito é particípio passado. Tô certo ou tô errado?”
Meu caro leitor, você “tá mais ou menos certo e mais ou menos errado”.
Quanto à forma do mais-que-perfeito do verbo DIZER, você está certíssimo. O problema é que você se esqueceu da forma composta, ou seja, dissera é a forma simples do mais-que-perfeito do indicativo, e tinha dito é a forma composta. Assim sendo, nós temos duas opções: fizera ou tinha feito; saíra ou tinha saído; pusera ou tinha posto; viera ou tinha vindo…
2ª) Gostaria de saber a razão pela qual sempre se usa “No domingo que vem, TEM mais”, em vez de “No domingo que vem, HÁ mais”.
Eu já expliquei aqui o porquê da preferência pelo verbo TER. Mas vale a pena repetir.
Sei perfeitamente que, segundo o padrão culto da língua portuguesa, devemos evitar o uso do verbo TER com o sentido de “haver, existir”. Entretanto, como já foi explicado, para se despedir, muitos optam por uma linguagem mais coloquial, com um tom mais familiar. Só isso.
3ª) “Concordo com as regras dos chamados pecados mortais da crase do professor Édison de Oliveira “em regra”. A exceção que confirma uma delas é o caso em que há uma palavra ou expressão oculta. Por exemplo: Filé à (moda) Oswaldo Aranha – ou seria “churrasco”?”
O nosso leitor tem razão. Como bom gaúcho, deve ser churrasco mesmo. Quanto aos “pecados mortais”, é importante lembrar que são apenas “dicas”. Quando afirmamos que não ocorre a crase antes de palavras masculinas, é apenas para facilitar um pouco a vida daqueles que consideram a crase a “coisa mais difícil da língua portuguesa”. O caso do “churrasco à Oswaldo Aranha” não é propriamente uma exceção, e sim uma outra situação.
E o nosso leitor também tem razão quando afirma que devemos usar o acento grave indicativo da crase sempre que houver a palavra “moda (ou estilo) subentendida: “filé à milanesa”, “vestir-se à 1970”, “escrever à Camões”…
4ª) Leitor: “A confusão continua. O senhor insiste em chamar acento grave de crase. Por favor, pare com isso.”
Tecnicamente, o nosso leitor está certíssimo. O acento (`) chama-se grave, e crase é o fenômeno fonético em que ocorre a fusão de duas vogais iguais (a+a=à). Assim sendo, não devemos dizer que o “à” está craseado. O certo é dizer que a vogal “a” recebeu o acento grave (`) para indicar que ocorre uma crase (=fusão da preposição “a” com outro “a”).
Tenho a certeza de que, com essa explicação, ninguém mais vai continuar fazendo confusão. Agora o uso do acento grave indicativo da crase ficou “bem mais fácil” de ser entendido…
5ª) Saiu nesta coluna: “em textos que exijam uma linguagem formal, devemos evitar o uso da expressão em anexo”.
Os leitores têm razão: é uma questão de estilo. Eu prefiro a forma “anexo” a “em anexo”. Só isso. É lógico que o uso de “em anexo” também está correto. Não afirmei que estava errado. Apenas afirmei que prefiro: “O formulário segue ANEXO a EM ANEXO”.
Se alguém preferir fazer outra consulta, a Moderna Gramática Portuguesa do meu querido mestre Evanildo Bechara também registra as duas formas.
“Levar ele” ou “Levá-lo”?
Pergunta de um leitor: “Gostaria de saber se o que saiu publicado numa revista é considerado aceitável ou se está errado mas passou batido: ‘Não deu para comprar um presentinho? Bobagem, leva ela para passear a assistir uma pelada no Sol Ipanema, tomar um chope’. Que tal?”
O que explica, mas não justifica, o desrespeito às regras gramaticais é o fato de o texto apresentar um tom coloquial.
A norma padrão ainda condena o uso do pronome reto (ele, ela) na função do objeto e a regência do verbo assistir (=ver, presenciar) como transitivo direto.
Em textos formais, que exijam o padrão culto da língua portuguesa, devemos usar:
LEVÁ-LO, em vez de “levar ele”;
(Os pronomes pessoais oblíquos “o, a, os, as” devem ser usados na função de objeto);
ASSISTIR A uma pelada, em vez de “assistir uma pelada”.
(O verbo ASSISTIR, no sentido de “ver, presenciar”, é transitivo indireto).
MORTO ou FALECIDO?
Comentário de um leitor: “Toda vez que nossos jornais fazem alusão a pessoas já falecidas, é assim noticiado: ‘Darci Ribeiro, morto no ano tal…’ Parece que o ilustre antropólogo foi morto por alguém, que sua morte não foi decorrente de causas naturais.”
Concordo com o nosso leitor. Embora morto e falecido sejam palavras sinônimas, o uso da forma “morto” pode causar ambiguidade. Nesses casos, prefiro a forma falecido, embora não seja usual no meio jornalístico.
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Saiba por que não podemos chamar ‘defensor da natureza’ de ‘ecologista’ - Matéria Português - Dicas de Português - Língua Portuguesa
Saiba por que não podemos chamar ‘defensor da natureza’ de ‘ecologista’
Alguns comentários interessantes.
1º) “Alguém já disse que uma mentira repetida à exaustão acaba virando verdade. Isto está acontecendo com algumas palavras da língua portuguesa que, de tanto serem repetidas de maneira errada ou inadequada, acabam por serem aceitas como corretas e vem daí a minha indignação. ECOLOGIA, por exemplo, é a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ou o ambiente em que vivem.
Pois bem, as pessoas andam usando e abusando da palavra para designar os danos causados ao meio ambiente. Tanto a imprensa escrita como a falada cometem o mesmo erro. Leio e ouço a toda hora expressões como: ‘O vazamento de óleo causou danos à ecologia’; ‘Os prejuízos causados à ecologia pelo desmatamento…’ O vazamento de óleo e o desmatamento causam danos ao meio ambiente, aos animais, às plantas e não à ecologia que, de acordo com a sua definição, é uma ciência que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ambiente e não o próprio meio ambiente. O senhor concorda comigo?”
Concordo. A exemplificação da leitora é claríssima.
Outro caso que me incomoda é chamar qualquer defensor da natureza de ecologista. Um simples amante e defensor da natureza pode ser chamado de ambientalista. Ecologista é o estudioso, é quem estuda a ciência (=ecologia).
2º) “Eu gostaria de saber se está correto o modo como
muitas empresas estão usando atualmente o gerúndio no trato com o cliente. Coisas do tipo: ‘Amanhã estaremos enviando para o senhor…’ e ‘Quando o senhor estiver recebendo, queira por favor estar nos confirmando o recebimento’. Isso pode até ser (ou poderá estar?) gramaticalmente correto, mas não é uma forma antipática de se expressar?”
É antipática e inaceitável.
Já falamos sobre o assunto aqui nesta coluna, mas é sempre bom repetir.
Nós já vimos que o gerúndio, fundamentalmente, indica tempo simultâneo ou ação durativa. Fica totalmente ilógico o uso do gerúndio como se fosse futuro. Em vez de “estaremos enviando”, devemos simplesmente dizer “enviaremos ou vamos enviar”; em vez de “quando o senhor estiver recebendo”, diga “quando o senhor receber” (=futuro do subjuntivo); em vez de “queira por favor estar nos confirmando”, basta “queira nos confirmar” (=infinitivo).
3º) “Esta frase eu ouvi de Totonho, um capataz de Rondonópolis – MT. Totonho relatava um caso de picada de cobra em um peão: ‘Aí, eu falei pro caboclo: – Pelo amor de Deus, não vai me morrer agora. E não é que o caboclo me morre!’ Por favor, dê sua opinião sobre ela.”
É óbvio que uso do pronome “me” é totalmente desnecessário. Sua presença na frase caracteriza uma linguagem tipicamente regional. Pior é o gaúcho que tem a mania de dizer “eu me acordei lá pelas 11h”. Fico imaginando o gauchão, ainda dormindo, “catucando” a si mesmo para “se” acordar.
4º) “Eu não tenho muita fé nos letrados. Pois como podem eles (portugueses, brasileiros e outros de países de língua portuguesa) tomar decisões que só podem resultar em confusão? Os tais letrados resolveram abolir o acento agudo que diferencia o presente do passado! Caso concreto: a sua coluna começa com um ‘lançamos’ que me fez voltar atrás para reler o início da frase. Isso é mudar a escrita sem adquirir nenhum benefício, antes pelo contrário: é mudar por mudar.”
É bem provável que a maioria dos leitores brasileiros não tenha entendido a crítica do nosso leitor português. Em Portugal, a primeira pessoa do plural do presente do indicativo é pronunciada diferentemente da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo: nós lançamos (vogal “a” com timbre fechado = presente) e nós lançámos (vogal “a” com timbre aberto = passado).
Aqui no Brasil, nós não fazemos distinção alguma: pronunciamos “nós lançamos”, com timbre fechado, tanto no presente quanto no passado.
A reclamação do nosso leitor se deve ao fato de o acento agudo ter sido abolido. Hoje devemos escrever “lançamos” sem acento em qualquer situação, daí a confusão. No Brasil, não sentimos o problema mais concretamente porque nunca usamos o tal acento, afinal nunca fizemos distinção de pronúncia entre o presente e o pretérito perfeito.
5º) “Não haveria crase em anterior a ação de chegar?”
Tudo que é anterior é anterior “a” alguma coisa. Isso significa que temos a preposição “a”;
“A ação de chegar” é uma ação determinada. Isso significa que temos o artigo definido feminino “a”.
Assim sendo, ocorre a crase. O correto é colocarmos o acento grave para indicar a crase: “…anterior à ação de chegar”.
6º) “Qual é a expressão correta: Amanhã irei ao vernissagem ? ou Amanhã irei à vernissagem ?”
Segundo os dicionários Aurélio e Michaelis, a grafia correta é vernissage e é um substantivo masculino. Portanto, “…irei ao vernissage”.
O Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira Letras registra as duas formas: vernissage (substantivo masculino) e vernissagem (substantivo feminino).
Assim sendo, nós podemos ir “ao vernissage” ou “à vernissagem”.
7º) PRESCREVER ou PROSCREVER?
PRESCREVER = “receitar” = “Para o tratamento das minhas alergias, o médico
prescreveu banho frio”; “perder a validade” = “O prazo de validade dos remédios já prescreveu”;
PROSCREVER = “banir, abolir, expulsar” = “No meu tratamento, o banho frio foi proscrito.”
Observem o cuidado que os médicos devem tomar ao usar os verbos PRESCREVER e PROSCREVER. No caso do tratamento de alergias, se o médico prescreve, o paciente vai tomar banho frio; se o médico proscreve, o paciente só vai tomar banho quente. Isso significa que, por causa de uma letrinha, o paciente pode passar muito mal, não ficar curado das suas alergias ou coisa pior.
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Concordância Ideológica - Como Aplicar - Exemplos - Matéria Português - Dicas de Português - Língua Portuguesa
Veja exemplos de como aplicar a ‘concordância ideológica’
1ª) Observação do leitor: Em “Por mais que os brasileiros estejamos anestesiados com tantos casos de corrupção…”, a concordância do verbo está correta? Ora, o sujeito (os brasileiros) está na 3ª pessoa do plural (eles). A frase correta seria “…os brasileiros estejam…”, a menos, é claro, que o verbo fosse antecedido por “nós, os brasileiros”. Essa estranha mescla seria um novo estilo? Ou a inovação não passa de mero modismo?”
Segundo a lógica gramatical, você tem razão. Se o sujeito (=os brasileiros) está na 3ª pessoa do plural, o verbo deve concordar na 3ª pessoa do plural (=estejam).
O que você chamou de “estranha mescla” é uma figura de estilo chamada silepse. É uma figura de sintaxe em que a concordância é feita com uma ideia subentendida, e não segundo a lógica gramatical. É também conhecida por concordância ideológica. No caso em questão (=os brasileiros estejamos), há uma silepse de pessoa (= 3ª pessoa com 1ª pessoa). O verbo está concordando com a ideia subentendida (= nós, os brasileiros; eu também, porque sou brasileiro). É o mesmo caso de “Todos decidimos adiar as provas”, ou seja, subentende-se “todos nós; todos inclusive eu”. Segundo a lógica gramatical, seria “Todos decidiram adiar as provas”.
2ª) Fala, leitor: “Como eu continuo a aperfeiçoar o meu português, estou enviando mais uma pergunta. Na frase “Napoleão, como fossede baixa estatura, chamavam-lhe os seus soldados o nosso pequeno corporal”, o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo está correto?”
Meu caro leitor, sua dúvida procede. Como Napoleão era realmente baixo, é um fato e não uma hipótese, devemos usar o modo indicativo em vez do subjuntivo. Assim sendo: “Napoleão, como era de baixa estatura, chamavam-lhe os seus soldados…”
3ª) Leitora quer saber: “Qual é a forma correta para um material revestido de borracha: aborrachado ou emborrachado? Certa de que seria emborrachado, fui ao Aurélio e ao Michaelis, e, para minha surpresa, emborrachar só aparece com a definição de embriagar-se. Seria, então, aborrachado, como acolchoado, aveludado…?”
Minha querida leitora, nada de conclusões apressadas. Não há registro de “aborrachado” no dicionário Michaelis, nem no novíssimo Aurélio, nem no Vocabulário Ortográfico da ABL. Quanto ao emborrachado, os dicionários mais antigos só registram o sentido de “embriagado”, mas a última edição do dicionário Aurélio já apresenta o adjetivo emborrachado nos dois sentidos: “embriagado” e “revestido de borracha”.
Portanto, já podemos comemorar o nascimento do “emborrachado” no sentido de “revestido de borracha”. Mas não é por isso que vamos nos emborrachar.
4ª) Comentário de outra leitora: “Não sei como foi comentada a concordância nos painéis informativos da CET-Rio, onde se lê: Condições do trânsito: BOM, LENTO etc.”
O trânsito pode estar BOM ou estar LENTO. As condições do trânsito podem estar BOAS, mas as condições jamais estarão “LENTAS”.
Apesar do seu rigor, o registro está feito.
O uso da língua nem sempre segue regras rigorosas. Um pouco de flexibilidade faz bem. O subentendido faz parte do uso da língua portuguesa no Brasil. Se assim não fosse, ninguém “ligaria o ar”. Se alguém não entendeu, é bom lembrar que, no Brasil, “ligar o ar” é perfeitamente entendido. Não preciso pedir que “se ligue o aparelho de ar-condicionado”.
Não conformidade ou Não-conformidade?
Crítica de uma leitora: “Há tempos aprendi. Quando o “não” ligar-se a um substantivo, usamos hífen: não-conformismo, não-intervenção, não-flexão, não-pagamento, não-quitação; quando o “não” ligar-se a um adjetivo, não usamos hífen: não descartável, não durável, não flexionado, não resolvido…
Assim sendo, devemos usar não-conformidade, pois conformidade é substantivo.
Como explicar o não-governamental?”
Essa “regrinha” nunca foi muito respeitada. Na verdade, o Vocabulário Ortográfico da ABL e os nossos dicionários apresentavam vários adjetivos com hífen: não-engajado, não-esperado, não-formatado, não-verbal…
Agora o problema acabou: segundo o novíssimo VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), publicado pela Academia Brasileira Letras após o novo acordo ortográfico, NÃO HÁ HÍFEN após o elemento NÃO usado como prefixo.
Assim sendo, todas as palavras formadas com o elemento NÃO devem ser escritas SEM HÍFEN: não conformidade, não agressão, não pagamento, não fumante, não governamental…
DESAFIO
Qual é a forma correta?
“As estradas estão…
a) mal conservadas;
b) mal-conservadas; ou
c) malconservadas.”
A resposta correta é MALCONSERVADAS (tudo junto, sem hífen).
Quanto ao uso de MAL como prefixo, o novo acordo manteve a regra antiga: só há hífen se a palavra seguinte começar por H ou VOGAIS: mal-humorado, mal-amado, mal-educado, mal-intencionado.
Com as demais letras, devemos escrever sem hífen: malconservado, malcriado, malformado, maldizer, malpassado, malmequer…
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